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Dilma diz que é preciso razões para impeachment que não sejam 3º turno da eleição

Brasil|Do R7

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BRASÍLIA (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira que as manifestações são importantes para o país, mas que protestos pró-impeachment carecem de conteúdo e não legitimam rupturas democráticas, nem podem significar um terceiro turno eleitoral.

A avaliação da presidente ocorre um dia depois de terem sido registrados protestos e panelaços em cidades do país, enquanto ela fazia um pronunciamento na TV, defendendo o ajuste fiscal proposto pelo governo.

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Questionada sobre a legitimidade da manifestação convocada para o próximo dia 15 para defender seu impeachment, Dilma disse que "aí é outra questão". "É uma questão do conteúdo. Eu acho que há que caracterizar razões para o impeachment e não o terceiro turno das eleições", afirmou a presidente a jornalistas, após participar de cerimônia no Palácio do Planalto em que sancionou a lei que torna o feminicídio crime hediondo.

"Terceiro turno das eleições para qualquer cidadão brasileiro não pode ocorrer, a não ser que você queira uma ruptura democrática", prosseguiu, acrescentando que não acredita que os brasileiros estejam dispostos a tal ruptura.

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"Quem convocar, convoque do jeito que quiser. Ninguém controla quem convoca. A manifestação vai ter característica que tiverem seus convocadores, mas ela em si não representa nem a legalidade e nem a legitimidade de pedidos que rompam a democracia", afirmou.

Os protestos agendados para domingo ocorrem num momento em que a presidente tem sua pior avaliação e, segundo uma pesquisa do instituto Datafolha de fevereiro, apenas 23 por cento da população considera sua gestão ótima ou boa.

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Dilma também enfrenta uma crise política com os aliados no Congresso e se esforça para fazer um forte ajuste fiscal, que pode desacelerar os investimentos públicos no país e dificultar ainda mais a retomada do crescimento econômico.

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CRESCIMENTO NO FINAL DO ANO

O ajuste fiscal proposto pelo governo visa a atingir uma meta de superávit primário de 1,2 por cento do Produto Interno Bruto e, para isso, estão sendo feitos cortes orçamentários e mudanças em regras de benefícios trabalhistas e previdenciários e sendo reduzidas desonerações tributárias para vários setores da economia. Essas mudanças têm sofrido resistência no Congresso e das centrais sindicais.

Passada essa fase, a presidente disse que o país poderá voltar a crescer ainda neste ano.

"Acho que o Brasil voltará a crescer. Mas não é só que ele voltará a crescer em relação ao período anterior. Eu acho que nós iremos para um patamar muito melhor do que estamos hoje", disse.

"Então, eu acho que até o final desse ano nós voltamos a ter um certo crescimento. É isso que nós esperamos", acrescentou.

O mercado, porém, não compartilha do otimismo da presidente. O boletim Focus dessa semana, que reúne as previsões das instituições financeiras para crescimento, inflação e juros, prevê uma contração de 0,66 por cento do PIB em 2015. Foi a 10ª vez seguida em que os economistas consultados pioram sua estimativa em relação ao PIB.

Em relação a 2016, a projeção para o crescimento do PIB caiu a 1,40 por cento, 0,10 ponto percentual a menos do que na pesquisa anterior.

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(Por Jeferson Ribeiro e Maria Carolina Marcello)

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