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Dilma diz que reajuste da gasolina e diesel 'é para o passado'

Presidente frisa, porém, que governo não vai atrelar preços aos do mercado internacional

Brasil|Do R7

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Dilma admitiu conversa com Luiz Trabuco, cotado para a Fazenda
Dilma admitiu conversa com Luiz Trabuco, cotado para a Fazenda

Algumas horas antes do anúncio oficial pela Petrobras do reajuste de 3% para a gasolina e 5% para o diesel nas refinarias, a presidente Dilma Rousseff confirmou que o aumento dos combustíveis havia sido definido, mas que no momento serviria para repor perdas do passado. Mas fez questão de frisar que o governo mantém a disposição de não atrelar a variação de gasolina e diesel às oscilações internacionais.

— Eles [conselho de administração da Petrobras] definiram o reajuste. Esse reajuste é para o passado. Para uma parte do passado. Porque vai ter um período agora em que vai ser assim: preço internacional baixo, preço nosso lá em cima. Eu passei 2004, 2005, 2006 e 2007 com essas variações. Às vezes, ficava para baixo, às vezes, para cima. Só não acho que seja correto querer atrelar ao preço internacional do petróleo o preço do combustível no Brasil.


Segundo o comunicado da Petrobras, os preços da gasolina e do diesel, sobre os quais incidirá o reajuste, não incluem os tributos federais Cide e PIS/Cofins e o tributo estadual ICMS.

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A presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, continua a contar com a total confiança da presidente Dilma Rousseff, a despeito do turbilhão enfrentado pela companhia, em meio às denúncias da operação Lava-Jato. Indagada hoje, durante entrevista no Palácio da Alvorada, sobre a possibilidade de afastamento da executiva do comando da estatal, Dilma foi taxativa: "É um absurdo você dizer isso", afirmou, um pouco contrariada.

Já quanto a um eventual retorno de Sergio Machado à presidência da Transpetro, subsidiária de transporte e logística da Petrobras, a presidente Dilma não demonstrou o mesmo empenho.


Acusado de participação no escândalo de pagamento de propina e lavagem de dinheiro que atingiu a estatal, Machado licenciou-se do cargo na última segunda-feira (3), segundo ele, de forma espontânea, mas é conhecido que sua saída foi uma imposição da PricewaterhouseCoopers para auditar o balanço da empresa.

Dilma foi perguntada se o afastamento de Machado seria mesmo temporário (31 dias) ou se ele estaria definitivamente fora da companhia.


— Não acho nada. Acho que tanto uma coisa pode acontecer quanto a outra. Tem que se olhar.

Fazenda

Dilma disse também na entrevista que conversou apenas uma vez com o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, após as eleições. Dilma contou que recebeu um telefonema de Trabuco, "muito gentil", cumprimentando-a pela eleição, assim como recebeu telefonemas de vários empresários.

— Neste telefonema, ele me disse simplesmente que me cumprimentava e que, como sempre tinha feito ao longo de todo o processo, que estava disponível para ajudar no que fosse necessário, não significando que estava se oferecendo para nada.

Trabuco teve o nome citado entre os cotados para assumir o Ministério da Fazenda, no segundo mandato de Dilma. A presidente, no entanto, negou que já tenha feito convites para o comando do Ministério da Fazenda.

— Eu não conversei com ninguém a esse respeito. Eu não fiz nenhum convite sobre esse assunto [Ministério da Fazenda]. Eu não vou divulgar ministério agora.

Dilma reafirmou que só fará o anúncio da sua equipe econômica na volta da reunião do G20, na Austrália, que acontece nos dias 14 e 15 de novembro. "Nas semanas seguintes, com vários 's'. Eu quero lembrar que não tinha dado prazo nenhum", disse.

Assista à reportagem sobre o reajuste da gasolina e do diesel:

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