Dilma faz apelo para o Congresso votar a MP dos Portos
Debate de ontem foi cancelado após sessão tumultuada no Congresso
Brasil|Da Agência Brasil

A presidenta Dilma Rousseff fez um apelo nesta quinta-feira (9), ao Congresso Nacional, para que seja aprovada a MP (Medida Provisória) 595, conhecida como MP dos Portos, que estabelece novo marco regulatório para a concessão de terminais portuários à iniciativa privada. Se não for votada pelo Legislativo até o dia 16 de maio, a MP perderá a validade.
Segundo Dilma, o chamado custo Brasil vem aumentando cada vez mais, devido aos problemas da infraestrutura brasileira, e uma das explicações para a falta de competitividade é a questão dos portos.
— Quero dizer aos senhores que meu apelo é no sentido de que o Congresso Nacional faça um esforço, no tempo que resta, que é até quinta-feira, para aprovar essa que é uma medida estratégica.
A fala foi feita durante cerimônia de posse do ministro da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos.
A presidenta destacou que a MP viabilizar a entrada de capital privado na expansão da infraestrutura portuária.
— Nós não podemos desenvolver o nosso país se não tivermos uma estrutura dos portos aberta ao setor privado. Em qualquer mudança eu sei que há interesses consolidados e diante deles o novo às vezes aterroriza excessivamente.
Leia mais notícias de Brasil no Portal R7
Planalto insistirá na votação da MP do Portos, diz Ideli
Câmara adia votação da MP dos Portos após sessão tumultuada
Marcada para esta quarta-feira (8), a votação da MP dos Portos foi inviabilizada durante a sessão em função das discordâncias em relação ao texto da MP. Uma emenda aglutinativa apresentada pelo líder do PMDB, deputado Eduardo Cunha (RJ), e as acusações do líder do PR, deputado Anthony Garotinho (RJ), de que tinha havido negociatas em torno da MP, tumultuaram a sessão, encerrada logo depois pelo presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).
Dilma ressaltou que as discordâncias fazem parte do regime democrático, mas disse que o esforço para aumentar a competitividade e diminuir os custos é fundamental para a sociedade.
— Vivemos em uma democracia. Não é que não seja possível a divergência. Mas o que não podemos ter é o silencio, é não discutir, é não debater. Acredito, portanto, que esse esforço é devido ao país, no sentido de resolver os problemas estratégicos.
Ontem, ao deixar o plenário, o presidente da Câmara declarou que conversaria com os líderes partidários para verificar a possibilidade de colocar a MP em votação na próxima terça-feira (14).
— Vamos discutir com os líderes. A votação depende dos líderes.















