Dilma marca para semana que vem reunião com governadores para discutir seca no Nordeste
Presidente deve anunciar prorrogação do Bolsa Estiagem até julho
Brasil|Do R7, com Agência Brasil

A presidenta Dilma Rousseff declarou, nesta segunda-feira (25), que se reunirá no 2 de abril com todos os governadores do semiárido atingido pela seca, para discutir propostas e ações destinadas a reduzir as consequências da estiagem, que afeta principalmente a Região Nordeste.
O governo federal anunciará a prorrogação até julho do Bolsa Estiagem e do Garantia-Safra. Mas, segundo a presidente, poderá haver novas prorrogações porque os benefícios serão pagos enquanto durar a seca.
A Bolsa Estiagem é direcionada a agricultores familiares com renda até dois salários mínimos em municípios em situação de emergência ou calamidade pública. O Garantia-Safra ajuda os agricultores cuja produção foi prejudicada pela seca.
Além dos nove governadores nordestinos, foram convocados para a reunião, que será realizada em Fortaleza (CE), os governadores de Minas Gerais e do Espírito Santo, estados que são beneficiados pela Sudene (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste).
Dilma Rousseff garantiu que o governo ampliará as ações em andamento, como o trabalho do Exército na operação carro-pipa de abastecimento e a venda de milho aos pequenos produtores a preços mais baixos que os de mercado, mas ressaltou que é preciso discutir o futuro pós-seca.
— Eu acredito que temos que avançar e assegurar que os mecanismos de combate à seca sejam permanentes. Não é, de jeito nenhum, que vamos ficar com a mesma história todo o tempo, mas na hora que acabar a seca e vier a chuva, nós vamos ter de criar mecanismos que durem e assegurem que as pessoas não sejam atingidas
As declarações foram dadas durante inauguração da primeira etapa do Sistema Adutor Pajeú, no município de Serra Talhada, em Pernambuco.
Durante a inauguração da adutora que capta água do rio São Francisco, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), disse que o governos federal e os dos estados precisam “construir a saída desta seca” e garantir a segurança hídrica da população.
— Nessa seca não se vê o drama social da fome, da morte das crianças, não se vê o desespero por comida das pessoas, mas estamos assistindo algo que não conseguimos proteger ainda, que é a economia. Protegemos as pessoas, que é o fundamental, e vamos aprender neste momento, a fazer a um só tempo, a proteção das pessoas e a proteção da economia.
Segundo Eduardo Campos, a reunião com a presidente focará não mais na emergência, mas na articulação de ações que estão sendo feitas e lembrou que, por muitos anos, a água foi usada por políticos como moeda de troca por votos na região.















