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Dilma: “Ninguém vai governar o Brasil se não houver um pacto pelo diálogo”

Presidente volta a condenar impeachment e diz que processo “rompe contrato” com eleitores

Brasil|Do R7

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Em visita à Força Aérea em Brasília, Dilma Rousseff disse que Brasil não terá "pacificação" em caso de impeachment
Em visita à Força Aérea em Brasília, Dilma Rousseff disse que Brasil não terá "pacificação" em caso de impeachment

A presidente Dilma Rousseff voltou a condenar o processo de impeachment contra ela e afirmou, nesta terça-feira (5), que somente um “pacto pelo diálogo” poderá ser capaz de reverter a situação econômica e fazer o País engrenar.

Durante visita à Base Aérea de Brasília, onde foi conhecer o maior e mais moderno avião projetado e fabricado no Brasil, o KC-390, a presidente informou que ninguém poderá governar o País se não houver um acordo entre agentes políticos e a sociedade.


— É impossível, é impossível [governar o País sem essas condições]. Nenhum governo conseguirá governar o Brasil se não houver um pacto pelo diálogo, pela estabilidade política, se não se respeitarem as regras do jogo. [...] É isso que está em questão.

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Em seguida, voltou a condenar o processo de impeachment contra ela, que está em curso na Câmara dos Deputados.

— É por isso que é extremamente grave [o impeachment]. Desde o início do meu segundo mandato, [...] fizeram auditorias nas urnas e depois sistematicamente tentaram construir mecanismos para me tirar no governo.


Dilma aproveitou para comprar o processo em andamento no Congresso contra ela a um contrato firmado entre duas partes.

— Acham que, ao tirar um governo legitimamente eleito, esse País vai ficar tranquilo, vai ser a pacificação. Não é. Quando você rompe um contrato, que é base do presidencialismo, que é 54 milhões de votos, você rompe contratos em geral. Você rompe a estrutura democrática do País.


Para Dilma, “a instabilidade pode permanecer de forma profunda e extremamente danosa”.

— Quando você de fato tem responsabilidade à frente do País, você não cria tumulto desnecessário. [...] O governo está inteiramente disposto a abrir o diálogo.

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