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Dilma sancionará regra alternativa a fator previdenciário, mas vetará desaposentação

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Por Lisandra Paraguassu

BRASÍLIA (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff irá sancionar a lei aprovada pelo Congresso que cria uma regra alternativa ao fator previdenciário para as aposentadorias, mas vetará o artigo que prevê a possibilidade de desaposentação pelo alto custo que a medida teria, mais de 70 bilhões de reais em 20 anos, disse uma fonte do governo.

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As novas regras para aposentadoria, aprovadas pelo Congresso em outubro deste ano, precisam ser publicadas no Diário Oficial até a próxima sexta-feira. O governo irá manter a fórmula 85/95, em que é somada a idade do trabalhador ao seu tempo de contribuição até que se alcance 85 para mulheres e 95 para homens.

A regra passará a ser uma alternativa ao fator previdenciário, mecanismo que penaliza as aposentadorias precoces. Ela mantém os mesmos valores até 2018, a partir daí, começa a avançar um ponto a cada ano, alcançando 90/100 apenas em 2027, cinco anos depois do previsto inicialmente na medida provisória enviada pelo governo.

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Ainda assim, o Palácio do Planalto preferiu manter a regra aprovada pelo Congresso e evitar ter de passar por uma nova negociação sobre o tema, disse a fonte.

A chamada desaposentação, no entanto, será vetada. A regra aprovada pelos parlamentares previa que pessoas que continuassem a trabalhar depois de aposentadas poderiam pedir o recálculo da sua aposentadoria depois de cinco anos de trabalho.

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A previsão do governo, de um custo de pelo menos 70 bilhões de reais em 20 anos, torna a regra proibitiva, na avaliação do Palácio do Planalto. Em 2014, a Previdência fechou o ano com um déficit de 56,7 bilhões de reais.

Já existe uma ação no Supremo Tribunal Federal para decidir sobre se a desaposentação pode ou não ser feita. O julgamento está parado há um ano, quando, depois do voto de quatro ministros --dois a favor e dois contrários-- a ministra Rosa Weber pediu vistas. A expectativa é que agora, com a sanção das novas regras, o STF termine o julgamento.

O próprio governo espera a decisão da Corte para avaliar medidas que possam então ser tomadas. Existe a expectativa de que, com uma possível retomada da economia, seja feita algum tipo de compensação a quem continua trabalhando depois de se aposentar, dentro de uma reforma da Previdência mais ampla que está sendo discutida pelo governo.

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