Dilma: todo mundo acha que o ajuste tira; o ajuste reajusta
Presidente defendeu o ajuste fiscal praticado pelo governo a partir de 2015
Brasil|Do R7

A presidente Dilma Rousseff defendeu, nesta terça-feira (24), com veemência, o ajuste fiscal praticado pelo governo a partir de 2015. Durante cerimônia de assinatura da MP (Medida Provisória) com a política de reajuste do salário mínimo entre 2016 e 2019, ela disse que as dificuldades do País são conjunturais e que os cortes no Orçamento não afetarão programas sociais do governo.
— O ajuste não tira, o ajuste reajusta — afirmou — Nos últimos anos, tivemos de segurar no Orçamento uma série de medidas contracíclicas, tentando manter o nível da atividade econômica. Desoneramos sistematicamente e tentamos de todas as formas impedir que o Brasil tivesse uma crise em profundidade (...) Muitas pessoas dizem que não foi suficiente, mas elas não olham o que teria acontecido se não adotássemos essas medidas.
Para Dilma, as dificuldades atuais são conjunturais.
— A situação atual é que tivemos queda muito grande na arrecadação. O País tem uma economia sólida, sem desequilíbrios, sem endividamento excessivo ou perda de controle do Estado (...) Não temos fragilidade frente às flutuações da economia internacional, pois temos reservas expressivas.
A presidente ainda alfinetou governos passados, ao afirmar que em crises anteriores o Brasil quebrava por não aguentar turbulências do mercado internacional.
— Hoje, nós estamos enfrentando a crise — disse, acrescentando que essa fase também decorre de fatores "incontroláveis", como a seca — A seca está diminuindo, os reservatórios têm aumento importante e tudo isso começa a reequilibrar o País novamente.
Dilma citou como exemplo o Programa de Sustentação do Investimento, que tinha taxas de juros de 2,5% a 4%.
— Hoje os juros do PSI são maiores porque não temos dinheiro para compensar um juro mais baixo. Hoje, temos recursos para juros de 6% a 9%.
A presidente também citou a desoneração da folha de pagamento, que, segundo ela, foi adotada para diminuir a desigualdade na competição do Brasil com outros países.
— Não acabamos com a desoneração da folha. Demos opção para quem não se sentir em condições na nova situação que possa voltar para a forma anterior sem perda — disse — Mantemos hoje toda a desoneração do investimento, não mexemos nela. Ela continua no lugar onde deve estar, pois é fundamental para País que quer crescer. Não mexemos na desoneração da cesta básica. Pela primeira vez no Brasil, a cesta básica é integralmente desonerada.















