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Ditadura: testemunhas de bombardeios no Vale do Ribeira falam à Comissão da Verdade 

Atualmente, quilombos sofrem com disputa por terras e conflitos agrários 

Brasil|Do R7

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Restos da bomba de Napalm lançada pela FAB no Vale do Ribeira
Restos da bomba de Napalm lançada pela FAB no Vale do Ribeira

Na última terça-feira (25), moradores do Vale do Ribeira, a 200 km de São Paulo, prestaram depoimentos à Comissão da Verdade sobre bombardeios de Napalm realizados em 1970 na região pela FAB (Força Aérea Brasileira). Além dos resquícios das bombas, a população diz que atualmente os conflitos continuam por disputas de terra e problemas ambientais.

José Rodrigues da Silva tinha seis anos quando os bombardeios ocorreram na região. Por ali estava o Capitão Carlos Lamarca, líder da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária), que instalou uma base no Vale. A luta contra Lamarca foi feita durante a “Operação Registro”, a maior mobilização da história do II Exército, responsável pelo bombardeio de Napalm.


Ditadura: Napalm no Vale do Ribeira

Silva afirma que a presença de Lamarca no Vale do Ribeira foi marcante e que, desde então, os conflitos não terminaram.


— Hoje as mineradoras estão a 300 metros dos rios e ameaçam acabar com a nossa água, com as nossas plantações. A região está entregue ao trabalho empresarial e isso tem gerado conflito. Logo vamos ter até mortes. Para nós, a ditadura não terminou e temos que fazer o que o governo quer.

A FAB informou que não existem registros de bombardeios no Vale do Ribeira, mesmo após a apresentação de reportagens e dos resquícios de bomba que comprovam a ação. A Agência Pública foi quem localizou os destroços e entregou à Comissão da Verdade que cobrará uma resposta sobre o ocorrido. 

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