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Dívida interna brasileira cai em outubro

Montagem da equipe econômica do segundo mandato de Dilma teve impacto

Brasil|Do R7

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Estoque da dívida interna brasileira caiu em outubro
Estoque da dívida interna brasileira caiu em outubro

O estoque da dívida interna brasileira caiu em outubro frente a setembro em um mês marcado pelas incertezas em decorrência da eleição presidencial, com investidores pedindo taxas maiores ao Tesouro Nacional na compra dos títulos, num posicionamento que se mantém em novembro em meio às indefinições que cercam a nova equipe econômica.

Segundo o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Fernando Garrido, as taxas exigidas pelos investidores foram maiores em outubro em relação a setembro. Ele ainda acrescentou que este movimento continua em novembro. 


De acordo com dados do Tesouro, no leilão de títulos realizado em 23 de outubro, a LTN (Letra do Tesouro Nacional)— que são títulos prefixados — com vencimento em julho de 2018 saiu com taxa máxima de 12,4099%, acima da taxa máxima de 11,9300% do leilão para o mesmo papel realizado em 18 de setembro. No último leilão deste papel, realizado em 19 de novembro, a taxa máxima foi de 12,8600%.

Garrido evitou, no entanto, relacionar as operações da dívida em outubro com a volatilidade da eleição que deu vitória à presidente Dilma Rousseff.


Em outubro, o estoque da dívida pública mobiliária federal interna caiu 1,36% frente a setembro, atingindo R$ 2,051 trilhões, influenciado por um forte resgate líquido de títulos, segundo informações do Tesouro Nacional.

O estoque total da dívida pública federal, incluindo também a dívida externa, recuou 1,29% em outubro, para R$ 2,155 trilhões.


No período, os resgates de títulos somaram R$ 84,428 bilhões, enquanto as emissões ficaram em R$ 35,739 bilhões, em operações que resultaram em resgate líquido de papéis da dívida brasileira de R$ 48,689 bilhões. Segundo Garrido, o elevado resgate ocorreu pelo alto vencimento de títulos no mês passado, a maioria de papéis prefixados.

Em outubro, os títulos corrigidos pela Selic corresponderam a 19,04% do total do passivo ante 18,36% em setembro. Para o término deste ano, a meta é que fiquem entre 14 e 19%.


Os papéis corrigidos pela inflação passaram a 36,04% da dívida em outubro, ante 35,07% em setembro. Para o fim do ano a meta é que fiquem entre 33 e 37%.

Já os papéis prefixados representaram 40,16% do total da dívida, menor que os 41,84% no mês anterior. A meta do governo para o ano é que fique entre 40 e 44%.

No mês marcado pela eleição presidencial, os dados do apresentados pelo Tesouro mostram ainda que os investidores estrangeiros aumentaram suas aplicações em títulos da dívida interna brasileira a 20,38% do total do estoque, frente a 19,32% verificada no mês anterior.

Em outubro a dívida externa do país registrou recuo de 0,05% ante setembro, com o estoque em R$ 104,53 bilhões.

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A incerteza sobre a montagem da equipe econômica do segundo mandato de Dilma, que tem afetado os mercados acionários, de câmbio e de juros, também tem tido impacto no mercado de títulos da dívida.

— Eu diria que assim como nos outros mercados, o mercado de taxas de títulos é influenciado pelos mesmos fatores que geram as variações de preços nos outros mercados. Se há volatilidade nos mercados em geral, o mercado de títulos tende a ser afetado também.

Sobre novas emissões, Garrido disse apenas que o Tesouro está constantemente "avaliando a janela de oportunidade para emissão externa", mas não informou, no entanto, se há perspectiva para novas emissões.

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