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Dodge defende apuração contra Temer em esquema dos portos

Presidente é investigado sob suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro

Brasil|Do R7

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Dodge vê diligências pendentes de serem cumpridas
Dodge vê diligências pendentes de serem cumpridas

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, contrariou pedido da defesa do presidente Michel Temer e defendeu a continuidade das apurações no inquérito em que ele é investigado sob suspeita de corrupção passiva e lavagem de dinheiro na edição de um decreto este ano que mudou regras do sistema portuário.

Em manifestação ao STF (Supremo Tribunal Federal) na quinta-feira, Dodge disse que não foram concluídas as apurações do inquérito. Ela destacou que o inquérito é recente e ainda há diligências pendentes de serem cumpridas.

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Esta semana, por exemplo, o relator do inquérito no STF, ministro Luís Roberto Barroso, determinou que a Polícia Federal formule as perguntas para o presidente, que já avisou que vai responder por escrito.

A procuradora-geral da República afirmou ainda que somente após a conclusão dessa fase da investigação será possível definir se o caso será arquivado por falta de provas, novas apurações serem requeridas ou se Temer sereá alvo de uma denúncia criminal.

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No final de setembro, Barroso havia pedido uma manifestação de Dodge a respeito das petições dos advogados de Temer em que alegam que o presidente não cometeu qualquer irregularidade na edição do decreto.

A defesa do presidente havia apresentado ao inquérito documentos internos do governo que justificaram a posição de se editar o decreto.

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O advogado de Temer, Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, disse à Reuters ter considerado normal a manifestação da procuradora-geral e não vê como uma contrariedade aos pedidos da defesa. Afirmou que as petições apresentadas visavam a esclarecer pontos da investigação e que, no momento, o presidente aguarda para responder as perguntas a serem formuladas pela PF.

Com a rejeição da segunda denúncia feita pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot pela Câmara na noite da última quarta, a apuração sobre os portos é a única investigação a que Temer responde no exercício do cargo.

A suspeita é que Temer teria atuado de forma ilegal, em conjunto com o ex-assessor Rodrigo Rocha Loures, na edição do decreto para prorrogar os contratos de concessão e arrendamento portuários.

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