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Dodge defende prisão em segunda instância e combate à corrupção

Procuradora-Geral da República diz que crimes cometidos no país não podem ficar impunes

Brasil|Do R7

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Dodge diz que "ninguém faz contrato de corrupção"
Dodge diz que "ninguém faz contrato de corrupção"

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, disse nesta sexta-feira (16) que é necessário reforçar os esforços no combate à corrupção no Brasil.

— É preciso redobrar o esforço, redobrar o ânimo e redefinir estratégias, verificar onde temos sido mais exitosos. A corrupção continua ocorrendo no Brasil em larga monta, apesar do muito que já se avançou no âmbito da Lava Jato e de outras operações contra a corrupção.


Dodge afirma que crimes precisam ser julgados. 

— As pessoas que cometeram esses crimes não podem ficar impunes, não podem seguir sem reparar o dano, sem devolver aos cofres públicos o dinheiro de impostos que foram desviados pela corrupção.


Raquel defendeu a delação premiada e a prisão em segunda instância.

— São instrumentos de efetividade. A colaboração permite desvendamento de crimes, sobretudo do colarinho branco, que são praticados em portas fechadas, de modo dissimulado, de forma não violenta, mas igualmente insidiosa. A prova é muito difícil, é muito difícil encontrar vestígios dos crimes de colarinho branco, vestígios de corrupção.


Raquel assinalou que "ninguém faz um contrato de corrupção".

— Ninguém faz um acordo para desviar dinheiro. Não se documenta esse tipo de conduta. Por isso, a colaboração premiada é um instrumento tão importante e tão poderoso. 

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