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Dólar reduz queda e opera praticamente estável ante real, por incerteza local

Brasil|Do R7

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SÃO PAULO (Reuters) - O dólar reduzia a queda sobre o real nesta segunda-feira, com investidores comprando divisas em meio ao cenário político e econômico difícil no Brasil, sessão marcada por poucos negócios e que deixava o mercado sensível a operações pontuais.

Durante boa parte da manhã, a moeda norte-americana foi negociada em queda, diante da expectativa de que o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, não deve elevar os juros neste ano.

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Às 12:45, o dólar recuava 0,04 por cento, a 3,8889 reais na venda, após cair 1,65 por cento na mínima do dia, para 3,8263 reais. Nas duas sessões anteriores, a moeda norte-americana acumulou queda de 1,33 por cento.

"O mercado está sem lote nenhum, a liquidez está muito ruim. Qualquer cotação de saída provoca uma correção", disse o especialista em câmbio da corretora Icap Italo Abucater.

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Investidores vêm evitando fazer grandes operações, com medo de serem pegos de surpresa por notícias ruins sobre as contas públicas ou as turbulências políticas no Brasil. Nesta semana, o governo deve anunciar previsão de déficit primário para este ano, o que aumenta o temor de que o país possa perder seu selo de bom pagador com outras agências além da Standard & Poor's.

Segundo o ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, o tamanho do déficit primário ainda não está fechado, porque é preciso levar em consideração outras variáveis, como equalização de juros.

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"A novela continua, mas parece que o final vai ser triste", resumiu o operador de uma corretora internacional.

Mais cedo, o dólar chegou a cair com força, refletindo o bom humor nos mercados externos. Após reunião de dois dias, o Fed divulgará na quarta-feira sua decisão, sob amplas expectativas de que mantenha os juros perto de zero, em meio a sinais de que a fraqueza na economia global, sobretudo na China, vem afetando a recuperação da maior economia do mundo.

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Muitos acreditam que os juros nos EUA não vão subir nem em dezembro, quando o Fed se reúne novamente. A perspectiva de que as taxas permaneçam baixas favorece ativos de mercados emergentes, que tendem a atrair capitais por oferecerem rendimentos mais elevados.

"Um sinal forte de que os juros devem subir em dezembro parece ser a opção menos provável", escreveram analistas do banco Scotiabank em nota a clientes.

Nesta manhã, o Banco Central deu continuidade à rolagem dos swaps cambiais que vencem em novembro, vendendo a oferta total de até 10.275 contratos, equivalentes a venda futura de dólares. Até agora, a autoridade monetária já rolou 8,705 bilhões de dólares, ou cerca de 85 por cento do lote total, que corresponde a 10,278 bilhões de dólares.

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(Por Bruno Federowski)

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