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Doleiro é absolvido na primeira sentença da operação Lava Jato

Preso desde março, Alberto Youssef era acusado de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas

Brasil|Do R7

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Alberto Youssef foi absolvido do crime de lavagem de dinheiro
Alberto Youssef foi absolvido do crime de lavagem de dinheiro

O doleiro Alberto Youssef, preso pela PF (Polícia Federal) em março deste ano, foi absolvido nesta terça-feira (21) pela Justiça Federal do Paraná na primeira sentença da operação Lava Jato. Ele era acusado pelo crime de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas. Youssef está preso desde 17 de março em Curitiba (PR).

A Justiça acolheu a posição do MPF (Ministério Público Federal) e da defesa do réu de que ele apenas teria cedido seu escritório para recebimento e entrega do dinheiro, sem conhecimento de que os recursos vinham do tráfico de drogas. Youssef permanece preso preventivamente, porém, por outros processos.


O acusado Rene Luiz Pereira, porém, foi condenado por crime de tráfico internacional de drogas. Ele foi responsável, segundo a Justiça, por carga de 698 kg de cocaína que foi apreendida em novembro de 2013 em Araraquara (SP).

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Além de Rene Luiz Pereira, também foram condenados por lavagem de dinheiro os réus Carlos Habib Chater e André de Catão de Miranda. De acordo com a acusação, foram enviados cerca de R$ 300 mil da Europa ao Brasil e, em seguida, para Bolívia para pagamento de fornecedores de drogas. 

Para receber esses valores, de acordo com a Justiça Federal de Curitiba, foram utilizadas conta de posto de gasolina em Brasília (Posto da Torre) e conta de empresa de fachada em Curitiba. Rene Luiz Pereira foi também condenado pelo crime de evasão fraudulenta desse numerário para a Bolívia.


Rene Luiz Pereira foi condenado a 14 anos de reclusão, em regime inicial fechado; Carlos Habib Chater, a cinco anos e seis meses de reclusão, em regime inicial fechado; e André Catão de Miranda, a quatro anos de reclusão, em regime inicial semiaberto. Rene Luiz Pereira e Carlos Habib Chater respondem presos preventivamente ao processo. Ainda cabe recurso contra a sentença.

Outros acusados

Também envolvidos no crime, Sleiman Nassim El Kobrossy e Maria de Fátima Stocker não foram encontrados para citação. Eles estão foragidos. Segundo a Justiça Federal, existem pistas de que Maria de Fátima está presa na Europa.

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