Logo R7.com
RecordPlus
Notícias R7 – Brasil, mundo, saúde, política, empregos e mais
‌

Economia dos EUA fica estagnada no 1o tri por inverno e preços de energia

Brasil|Do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

Por Lucia Mutikani

WASHINGTON (Reuters) - O crescimento econômico dos Estados Unidos desacelerou com mais força que o esperado no primeiro trimestre uma vez que o inverno rigoroso afetou os gastos de consumidores e empresas de energia cortaram gastos diante de preços mais baixos, mas existem sinais de que a atividade está acelerando.

‌

O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu a uma taxa anual de apenas 0,2 por cento, informou o Departamento do Comércio nesta quarta-feira. Isso representa uma forte desaceleração ante a taxa de 2,2 por cento do quatro trimestre e é a leitura mais fraca em um ano.

O dólar forte e uma já resolvida disputa trabalhista em portos da Costa Oeste também impactaram o crescimento, disse o governo.

‌

Economistas consultados pela Reuters projetavam que a economia teria expansão de 1,0 por cento no período.

Embora os números fracos do PIB possam afetar os mercados financeiros, a desaceleração do crescimento provavelmente não é um reflexo verdadeiro da saúde da economia, dado a influência de fatores temporários como o clima e a disputa nos portos.

‌

Os números preliminares do PIB do primeiro trimestre foram divulgados poucas horas antes das autoridades do Federal Reserve, banco central do país, concluírem uma reunião de dois dias sobre a política monetária. A expectativa é de que as autoridades do Fed reconheçam o crescimento mais fraco, mas que o considerem como temporário no comunicado que divulgarão após o encontro.

Embora existam sinais de que a economia está melhorando, dados sobre construções de moradias, atividade industrial, vendas no varejo e investimento empresarial sugerem que a recuperação não terá o mesmo vigor visto no ano passado, quando a economia se recuperou rapidamente do clima frio.

‌

No início deste ano, muitos economistas acreditavam que o Fed elevaria as taxas de juros de perto de zero em junho. Agora, a maioria dos palpites está perto de setembro.

None

CONSUMIDORES HIBERNANDO

O governo não quantificou o impacto do clima, do dólar forte e da disputa nos portos sobre o crescimento no último trimestre. Economistas, no entanto, estimam que o clima atipicamente frio em fevereiro chegou a tirar até meio ponto percentual, com as interrupções nos portos cortando mais 0,3 ponto percentual.

O impacto do clima ficou evidente na fraqueza dos gastos de consumidores. O crescimento nos gastos de consumidores, que respondem por mais de dois terços da atividade economia norte-americana, desacelerou para uma taxa de 1,9 por cento. Esse foi o ritmo mais lento em um ano e vem após um forte ritmo de 4,4 por cento no quarto trimestre.

A forte moderação nos gastos dos consumidores ocorreu apesar das famílias terem aproveitado a economia que fizeram com a forte queda nos preços da gasolina. Os consumidores elevaram suas economias para 727,8 bilhões de dólares ante 603,4 bilhões de dólares no quarto trimestre.

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas

‌

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.