Edinho prega 'bom senso' em processo do impeachment e 'diálogo' após votação
Ministro diz respeitar parecer do relator, mas confia nos parlamentares durante as votações
Brasil|Do R7

O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Edinho Silva, afirmou nesta quinta-feira (7) em entrevista à Rádio Capital, que o governo acredita no "bom senso e na reflexão" de deputados federais para rejeitar a admissibilidade do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, cujo desfecho na Câmara deve ocorrer até meados deste mês.
Edinho voltou a pregar ainda um pacto político entre "situação, oposição e terceira via", em busca de uma agenda comum para superar a crise política.
— Respeitamos o parecer [do deputado federal Jovair Arantes] que foi lido [ontem] na comissão de impeachment, mas acreditamos no bom senso e na reflexão dos parlamentares. Aguardamos o bom senso já na comissão e, em última instância, confiamos no posicionamento dos deputados do plenário.
Edinho disse que "a pergunta que todas as lideranças precisam fazer é: o que será do Brasil no dia seguinte pós-impeachment, seja o desfecho que for?"
— Temos de retomar o ambiente de diálogo [...] com situação, oposição e terceira via, e criar uma agenda nacional, apesar das divergências.
O ministro voltou a dizer que Dilma não cometeu crime de responsabilidade passível de afastá-la do cargo e afirmou que a baixa popularidade da presidente não pode ser justificativa para o impeachment.
— O que não pode é a baixa popularidade justificar o pedido de impeachment. Isso abre um precedente gravíssimo. Toda vez que um governante passar por dificuldades vamos interromper o mandato?
Na entrevista à emissora de rádio paulista, o ministro reafirmou ainda que o governo reconhece o aprofundamento da crise, mas avaliou que a parte da crise econômica é contaminação política. Edinho disse que os números da economia já melhoraram, mesmo diante do cenário turbulento.
— A inflação já começa a cair e caminha para a meta. Deve ficar por volta de 7%. Teremos ainda US$ 40 bilhões de superávit da balança, e temos US$ 370 bilhões em reservas cambiais.














