Em encontro com Dilma, integrantes do MST criticaram a indicação de Kátia Abreu
Movimentos se mostraram contrários à nomeação da senadora para o Ministério da Agricultura
Brasil|Do R7

Em encontro realizado nesta segunda-feira (15) com a presidente Dilma Rousseff, em Brasília, lideranças do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra) criticaram a sinalização de que a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) deverá ocupar o Ministério da Agricultura no novo governo da petista.
Após o encontro no Palácio do Planalto, Rosana Fernandes, integrante da direção nacional do MST, externou as objeções dos sem-terra.
— A possível nomeação de Kátia Abreu vai contra qualquer possibilidade de avanço na reforma agrária. Kátia Abreu representa o agronegócio, o atraso, trabalho escravo. E representa, principalmente no seu Estado, a grilagem de terra. Portanto, somos contra a Katia Abreu por questões ideológicas e políticas. Cabe à presidente nomear ou não. Nós demos o nosso recado.
A reunião ocorreu poucas horas depois de um grupo de acampados e assentados do MBST (Movimento Brasileiro dos Sem-Terra) e da FNL (Frente Nacional de Luta no Campo e Cidade) invadir a sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília, onde está prevista, à noite, a posse da nova diretoria da entidade, com a participação da presidente Dilma.
Demandas
Na reunião no Palácio do Planalto, que também contou com a presença do ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, os integrantes do MST também apresentaram um plano com "propostas emergenciais para o campo". Entre as demandas, está a cobrança para que o governo tenha um plano de metas para assentar no mínimo 50 mil famílias por ano, no período entre 2016 e 2018.















