Em evento com empresários, Temer mira aproximação e avisa: "temos que nos dar as mãos"
Após eleição, vice-presidente, a exemplo de Dilma Rousseff, cobrou união e confiança ao setor
Brasil|Filippo Cecilio, do R7

Falando para uma plateia repleta de empresários, o vice-presidente Michel Temer tratou de dar prosseguimento à política de aproximação do governo com o setor empresarial que surgiu por conta da desconfiança do mercado com a reeleição de Dilma Rousseff.
Temer usou o mesmo tom conciliatório da presidente, pedindo diálogo e união em prol do Brasil.
— Quando chegamos nesse momento, todos nós temos que nos dar as mãos. O governo e a iniciativa privada estão unidos. Vivemos da conexão entre a iniciativa privada e a ação governamental.
O vice participou, na noite da última segunda-feira (10), da cerimônia promovida pela revista Carta Capital para homenagear “as empresas mais admiradas do Brasil”.
O Palácio do Planalto já detectou a resistência do empresariado nacional ao governo Dilma Rousseff e, por isso, deflagrou uma ofensiva para neutralizar esse distanciamento. Para isso, a presidente pretede abrir mais espaço na agenda para o setor produtivo.
Os empresários demonstraram muita insatisfação, no primeiro mandato, com o programa de concessões. A maior reclamação é de que o governo "insiste em dizer quanto o empresário deve ganhar".
O governo também segue preocupado com a instabilidade que o mercado apresentou durante a campanha, e para isso trata de emitir sinais para tranquilizar a Bolsa e o setor produtivo. Em suas falas, a presidente Dilma Rousseff tem reforçarçado o compromisso com a responsabilidade fiscal e o combate à inflação antes da nova posse. No governo, há consenso de que é preciso reabrir o diálogo e deixar para trás as manobras fiscais do primeiro mandato.
Além disso, Dilma já prometeu anunciar o nome de seu novo ministro da Fazenda assim que voltar da reunião da cúpula do G-20, que ocorre neste final de semana. O escolhido deve ser alguém capaz de recuperar a confiança, ao menos temporariamente, do mercado no governo.
Temer também usou sua fala para abafar o burburinho a respeito de um possível impeachment de Dilma e criticar de maneira velada os ataques do PSDB ao governo.
— A esperança cresce cada vez mais no nosso País. É importante nesse momento o discurso de conciliação, o discurso do diálogo nacional que a presidente propôs logo depois de sua vitória. Agora, todos, sem excessão, têm que se voltar para o cumprimento dos desígnios constitucionais. Ninguém é dono do poder, só o povo. E os órgão exercem as funções em nome do povo. Essa forma de oposição a tudo que a situação faça é a negação da democracia.
Escolhido como um dos representantes do empresariado para discursar no evento, o empresário Abílio Diniz fez coro à fala de Temer.
- Pedimos à presidente Dilma que nos tire rápido das incertezas, mas que conte conosco, os empresários deste País!















