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Em último discurso de Estado da União, Obama vai definir metas finais e promover legado

Brasil|Do R7

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Por Jeff Mason

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vai apresentar nesta terça-feira a agenda para seu ano derradeiro no cargo e além, durante seu último discurso sobre o Estado da União, que será focado em angariar apoio para o tratado de comércio entre países do oceano Pacífico, as leis de controle de armas e o fechamento da prisão de Guantánamo.

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Marcado para as 23h (horário de Brasília), o discurso em uma sessão conjunta do Congresso vai ser uma das últimas oportunidades de Obama ter voltada para si a atenção de milhões de norte-americanos antes de ser eclipsado pelos candidatos a sucedê-lo.

O mundo político vai se voltar inteiramente para o discurso. Ele deve se ater a temas sobre seu legado e manter-se afastado de novas propostas legislativas, uma vez que estas estão sendo apresentadas diretamente pelos candidatos democratas em campanha presidencial.

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Assessores disseram que ele vai oferecer uma visão mais otimista da situação dos EUA, em comparação com as sombrias avaliações expressadas por candidatos republicanos à Presidência.

O porta-voz da Casa Branca Josh Earnest culpou, na segunda-feira, uma “avalanche de negatividade” dos candidatos republicanos pelas pesquisas nas quais muitos norte-americanos afirmam que o país está no caminho errado.

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“O presidente vê isso como uma oportunidade de falar ao país de modo direto sobre os desafios que enfrentamos e as oportunidades que estão à disposição”, disse Earnest.

Obama deve exaltar o acordo nuclear com o Irã e a melhora nas relações entre Cuba e os EUA como grandes conquistas, e também exortar o Congresso a apoiar uma reforma penal, o acordo comercial transpacífico e o fechamento da prisão militar dos EUA em Guantánamo, Cuba.

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Ele também deve colocar em discussão a luta dos EUA contra o Estado Islâmico, que tem sofrido críticas dos republicanos por ser insuficiente.

A Casa Branca quer retratar Obama como sendo o responsável por determinar a agenda política, mesmo em meio à campanha presidencial, com metas, tais como o controle de armas, que vão perdurar para além de seu mandato. Na semana passada, ele anunciou medidas do Executivo para endurecer as regras de posse de armas.

Como de costume, a primeira-dama Michelle Obama vai receber nos assentos reservados durante o discurso pessoas que refletem as prioridades do presidente. Entre os convidados deste ano estão a presidente-executiva da Microsoft, Satya Nadella, e um refugiado sírio que hoje mora no Estado de Michigan.

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