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Empresa alemã investiga denúncias de propina na última Copa do Mundo no Brasil

Contratos investigados chegam a cerca de R$ 21 milhões

Brasil|Por Emma Thomasson

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Fuleco, mascote da Copa do Brasil
Fuleco, mascote da Copa do Brasil

A empresa alemã de engenharia e serviços Bilfinger está investigando se empregados de uma subsidiária pagaram propina a funcionários públicos no Brasil em conexão com pedidos relacionados à Copa do Mundo.

A Bilfinger informou em comunicado, neste domingo, que começou uma investigação no ano passado sobre contratos de cerca de 6 milhões de euros (equivalente a cerca de R$ 21 milhões) para equipar centros de controles de segurança em diversas cidades grandes brasileiras.


A empresa contratou os auditores da Ernst & Young, da Deloitte e de uma empresa de advocacia brasileira para ajudar a esclarecer se propinas foram pagas por empregados da afiliada Mauell a funcionários públicos e membros de companhias estatais.

"As suspeitas estão substanciadas. A investigação, no entanto, ainda não está completa", disse Bilfinger, acrescentando que acionaria a Justiça se essas alegações forem confirmadas.


A empresa informou que pedidos desse tamanho não são feitos pelo conselho-executivo do grupo. Um porta-voz disse que a Mauell não fez negócios com a Fifa, a entidade que organiza o esporte.

A Bilfinger emitiu esse comunicado depois que o jornal alemão Bild am Sonntag publicou que a Mauell havia pago propinas superiores a 20 milhões de euros para obter os contratos. O porta-voz não quis comentar essa cifra.

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