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Empresário diz na CPI que havia corrupção nas diretorias de Abastecimento e Serviços na Petrobras

Brasil|Do R7

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BRASÍLIA (Reuters) - Em depoimento à CPI da Petrobras na Câmara dos Deputados, o presidente da Setal Engenharia e ex-conselheiro da Toyo Setal, Augusto Mendonça Neto, afirmou nesta quinta-feira que o “único” contato que teve com irregularidades na empresa foi nas diretorias de Abastecimento e Serviços.

O empresário disse a deputados ter feito doações a diversos partidos, como o PSDB e o PR, mas foi específico ao afirmar que as contribuições ao PT foram feitas a partir de pedido do então diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, que está preso no Paraná.

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“Estamos assistindo hoje a Petrobras sendo massacrada com a imagem muito arranhada como se parecesse uma companhia de segunda categoria, repleta de gente corrupta. Na verdade é completamente o inverso. Tive uma participação longa com a Petrobras e o único contato com corrupção foi com essas três pessoas que citei”, disse, referindo-se a Duque, ao ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa, e ao ex-gerente de Serviços Pedro Barusco.

"Quando o Pedro Barusco fala que era generalizada, ele tem razão em um sentido. De fato, dentro da diretoria de Serviços era generalizada, porque queriam aplicar em todos os contratos", disse.

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"Nós fizemos doações a partidos políticos várias vezes, vários partidos”, disse. “E foram feitas contribuições ao Partido dos Trabalhadores a pedido do Renato Duque”, disse, acrescentando que as doações aos outros partidos não foram objeto de pedidos de diretores da estatal.

A CPI investiga, assim como a Justiça, denúncias de corrupção na estatal envolvendo esquema de cobrança de propina de empresas em três diretorias da Petrobras em benefício de pessoas e partidos políticos.

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Mendonça, um dos delatores do esquema na operação da Polícia Federal que investiga o esquema, a Lava Jato, negou ainda que tenha ocorrido superfaturamento nos contratos sob suspeita.

O empresário confirmou ainda a existência de um “clube” de empresas que discutia as “oportunidades” na estatal, mas não quis classificá-lo como “cartel”. A Setal Engenharia é investigada por suspeita por formação de cartel e pagamento de propina em contratos com a estatal.

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O clube, segundo Mendonça, ganhou efetividade na estatal a partir do envolvimento de Costa e Duque e da retomada de investimentos da empresa principalmente na área de refino.

Integrantes da CPI devem reunir-se, na sexta-feira, com o juiz responsável pelas investigações da Lava Jato, Sérgio Moro, em Curitiba. Deputados devem solicitar documentos e negociar os depoimentos de presos na operação.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello)

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