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ENTREVISTA-Usinas da Copersucar favorecerão produção de etanol, diz Pogetti

Brasil|Do R7

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Por Marcelo Teixeira

SÃO PAULO (Reuters) - A Copersucar, maior comercializadora de açúcar e etanol do mundo, afirmou que suas usinas associadas favorecerão a produção de etanol ao invés do açúcar na atual temporada de moagem de cana 2015/16 devido à maior remuneração do biocombustível em relação ao adoçante, afirmou o presidente do Conselho Deliberativo da empresa, Luís Roberto Pogetti, nesta quarta-feira.

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A afirmação de Pogetti contrasta com orientações recentes e declarações de pelo menos dois grupos de moagem grandes no Brasil, tais como São Martinho e Raízen, que esperam um melhor retorno no futuro alterando mix de produção em favor do açúcar.

"Para mim, não faz qualquer sentido produzir mais açúcar", disse à Reuters o presidente do Conselho da Copersucar, no intervalo de um seminário em São Paulo.

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Usinas associadas da Copersucar vão alocar 58 por cento da cana para a produção de etanol, disse Pogetti.

"As usinas estão fazendo pelo menos 10 por cento mais dinheiro vendendo etanol do que açúcar no momento."

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Os preços globais do açúcar estão pairando em torno de seus níveis mais baixos em seis anos, com o excedente de oferta pressionando as cotações.

Operadores do mercado de açúcar observam com atenção as projeções das usinas para o mix de produção, a fim de avaliar a potencial oferta de açúcar que chegará ao mercado internacional.

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A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) espera que a safra 2015/16 seja bastante focada na produção de etanol.

Por outro lado, o grupo São Martinho disse nesta semana que vai operar nesta safra com um mix de 52 por cento de cana destinada ao açúcar e de 48 por cento para o etanol.

O São Martinho afirmou que sua estratégia de fixação de preços no ano passado, que conseguiu travar cotações em Nova York muito superiores às registradas atualmente, motiva a priorização do açúcar.

Pogetti, da Copersucar, disse que os atuais preços fracos do açúcar e do etanol são, em parte, motivados pela necessidade de vendas de muitas usinas de fazer caixa em um momento de aperto de suas contas, após a entressafra.

O etanol dá às empresas maior liquidez.

Contudo, Pogetti espera que os preços se recuperem nos próximos meses, após a pressão da safra, que começou oficialmente em abril.

"Os fundamentos apontam para preços melhores, tanto de açúcar como de etanol, na ordem de 10 a 15 por cento neste ano", afirmou.

A Copersucar formou, no fim do ano passado, a joint venture Alvean com a norte-americana Cargill para a originação e comercialização de açúcar.

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