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Equatorial avalia Cesp, dizem fontes; advogados veem poucos interessados

Brasil|Do R7

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Por Luciano Costa

SÃO PAULO (Reuters) - A Equatorial Energia está entre as empresas cadastradas para acessar a sala de informações abertas pelo governo paulista sobre a privatização da elétrica Cesp, cujo leilão está marcado para 26 de setembro, disseram à Reuters duas fontes próximas ao negócio.

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O certame oferecerá as ações do governo de São Paulo no bloco de controle da Cesp, ou cerca de 40,6 por cento do capital da companhia, a um preço mínimo de 16,80 reais por papel, o que significa um valor final de quase 2 bilhões de reais.

Apesar de a companhia operar três hidrelétricas no Estado de São Paulo, maior mercado consumidor de energia do Brasil, o movimento entre potenciais interessados tem sido baixo, mesmo a pouco menos de 30 dias da data prevista para a licitação, segundo especialistas ouvidos pela Reuters.

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Até o interesse da Equatorial é visto com cautela, uma vez que a companhia tem como foco a distribuição de eletricidade e poderia estar apenas avaliando o potencial da oportunidade em geração.

"Não apareceu ainda ninguém nos procurando para olhar a Cesp, e, a essa altura, já deveria", disse o especialista em energia do escritório Veirano Advogados, Tiago Figueiró.

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"Estou vendo muito pouca movimentação no mercado em geral. Nós fomos consultados por um potencial comprador, mas ele decidiu não seguir adiante... não me surpreenderia se o leilão desse vazio", disse o sócio da área de energia do Pinheiro Neto Advogados, José Roberto Oliva Junior.

Segundo eles, o principal fator que pode explicar o baixo interesse é a data de vencimento das concessões das hidrelétricas da Cesp, entre 2020 e 2028.

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A companhia opera 1,65 gigawatt em usinas, e o governo paulista optou recentemente por levar adiante a privatização mesmo sem renovar esses contratos, devido à perspectiva de uma longa discussão com o governo federal sobre as regras da prorrogação, que poderia atrasar muito os planos para a companhia.

Com isso, a Cesp tem perdido em atratividade para um leilão em que o governo pretende oferecer a concessão de quatro hidrelétricas da mineira Cemig, cujos contratos venceram nos últimos anos.

Enquanto nenhuma empresa falou até o momento em participar do leilão da Cesp, elétricas como Engie Brasil, Enel e a chinesa State Power Investiment Corp. têm avaliado a licitação das concessões da Cemig.

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ESPERANÇA CHINESA

Existe ainda uma expectativa de que a chinesa China Three Gorgespossa participar da licitação, embora a companhia não tenha demonstrado grande interesse até o momento, disseram as duas fontes, que falaram sob a condição de anonimato.

Isso porque a China Three Gorges venceu em 2015 um leilão em que o governo federal ofereceu as concessões de duas grandes hidrelétricas da Cesp cujas concessões haviam expirado. A companhia pagou na época 13,8 bilhões de reais à União pelas concessões das usinas, que somam quase 5 gigawatts em capacidade.

A segunda fonte disse que "investidores financeiros" também são uma das apostas para o leilão.

Procurada, a Cesp não respondeu a um pedido de comentário. A equipe responsável pela privatização da Cesp, comandada pelo Banco Fator, disse que não iria comentar.

A unidade brasileira da China Three Gorges disse em nota que sempre avalia oportunidades em geração de energia limpa no Brasil, "mas não comenta sobre projetos específicos".

A Equatorial não quis comentar.

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