Logo R7.com
RecordPlus
Notícias R7 – Brasil, mundo, saúde, política, empregos e mais

Especialistas veem risco remoto de racionamento

Quadro de geração de energia hoje é diferente de 2001

Brasil|Do R7

  • Google News
Baixo nível de reservatórios é preocupante
Baixo nível de reservatórios é preocupante

Embora o nível dos reservatórios esteja em níveis semelhantes aos de 2001, o País deverá escapar de um novo racionamento este ano. A diferença de agora é a participação das térmicas na matriz elétrica brasileira, que no começo da década era praticamente nula. A experiência passada também ensinou o País a reforçar o sistema de transmissão, possibilitando maior intercâmbio entre as regiões. Nada disso, no entanto, substitui a dependência pelas chuvas.

Apesar de o governo garantir que não haverá racionamento, especialistas são mais cautelosos. Analistas do JP Morgan, por exemplo, acreditam que há 10% de chance de o Brasil sofrer um novo racionamento.


— O risco é limitado (por causa de todas as melhorias promovidas no sistema), mas não é insignificante.

Ministro volta a afastar risco de apagão


Leia mais notícias de Brasil no Portal R7

Deputados discordam sobre possível racionamento


País tem 2 mil MW de capacidade instalada sem geração

A coordenadora do Núcleo de Energia do FGV in company, Gorete Pereira Paulo, também elogia os avanços ocorridos no sistema interligado nacional.


— Há evidências de que não devemos chegar a uma situação de racionamento. Temos mais térmicas e o sistema de transmissão é mais robusto. Mas isso não elimina o fato de que os reservatórios precisam ser monitorados com cuidado.

Silvio Areco, diretor-superintendente da Cosili Consultoria e Participações e ex-diretor da Cesp, se diz apreensivo com o discurso atual.

— Essa história de que a chuva está vindo me preocupa.

Na avaliação dele, os reservatórios só estão em situação semelhante à de 2001 porque há uma quantidade maior de termoelétricas em funcionamento.

— Se não houvesse geração térmica, estariam num nível bem abaixo de 2001.

O diretor da Coppe/UFRJ, Luiz Pingueli Rosa, acredita que as termoelétricas deveriam ter sido acionadas há mais tempo e não apenas no fim de outubro.

— Eles deveriam ter antecipado a entrada em operação das usinas para julho. Assim, a situação estaria mais cômoda.

Para o professor, o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) contou com a chuva que não veio.

— Isso é um jogo, uma aposta.

Outro avanço do sistema nacional foi a expansão do sistema de transmissão. Hoje se uma região está com problemas nos reservatórios, outros Estados podem transferir energia para ajudar no abastecimento local.

Em 2001, o Sul do País tinha água abundante nos reservatórios e não pôde evitar o racionamento no Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste por falta de capacidade das linhas de transmissão.

Areco também defende a ampliação da rede de transmissão.

— A expansão da transmissão dá caminhos e alternativas para operar o sistema.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.