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Europa age para restabelecer financiamento à Grécia após votação de resgate

Brasil|Do R7

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Por Lefteris Karagiannopoulos e George Georgiopoulos

ATENAS (Reuters) - A Europa agiu para reabrir um financiamento à assolada economia da Grécia nesta quinta-feira, após o Parlamento grego aprovar um novo programa de resgate em votação dividida que deixou o governo sem maioria.

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O Banco Central Europeu (BCE) elevou o financiamento emergencial aos bancos gregos, apesar de que os controles de capital vão precisar permanecer em vigor para evitar uma corrida aos bancos quando reabrirem na segunda-feira.

Os ministros das Finanças da União Europeia também aprovaram 7 bilhões de euros em empréstimo-ponte para manter a Grécia operando, permitindo que o país realize o pagamento ao BCE na próxima segunda-feira e liberando sua dívida com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

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Os empréstimos serão finalizados na sexta-feira desde que o Parlamento alemão aprove o pedido do governo para abrir as conversas sobre o programa de resgate de três anos avaliado em até 86 bilhões de euros, o terceiro da Grécia nos últimos cinco anos.

A maioria dos parlamentares conservadores alemães aprovou o início da conversas sobre o terceiro resgate à Grécia em uma votação teste nesta quinta-feira, véspera do pleito na Câmara Baixa do Parlamento, disseram fontes da alta conservadora do Parlamento.

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A expectativa é de que o Parlamento dê ao governo de Angela Merkel autorização para abrir as negociações, com o Social-Democrata e alguns partidos da oposição, provavelmente votando "sim".

As linhas foram uma recompensa para o primeiro-ministro gregos, Alexis Tsipras, depois que ele conquistou o apoio do Parlamento no início da quinta-feira para as duras medidas de reformas solicitadas por credores liderados pela Alemanha.

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Tsipras ficou enfraquecido por uma revolta em seu partido de esquerda, Syriza, que votou contra as medidas, forçando-o a contar com votos da oposição para passar o pacote. Espera-se que ele reformule seu gabinete para trocar quatro ministros que se rebelaram.

O ministro de Interior grego, Nikos Voutsis, disse que uma eleição antecipada pode ser realizada em setembro ou outubro, "dependendo dos acontecimentos".

O ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schaeuble, questionou se Atenas teria um terceiro resgate após a votação no Parlamento. Ele sugeriu que as necessidades de financiamento da Grécia eram crescentes e que um corte da dívida ou a saída da zona do euro poderia ser uma solução melhor.

Depois de se reunir com políticos do SPD em Berlim, o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, disse que gostaria que as discussões sobre uma possível saída da Grécia da zona do euro parassem e esperava que parlamentares alemães apoiassem as conversas sobre uma nova ajuda à Grécia na votação de sexta-feira.

O passo do Parlamento grego foi suficiente para convencer o BCE a elevar a Assistência de Liquidez Emergencial (ELA, na sigla em inglês) aos bancos gregos em 900 milhões de euros por semana, para quase 90 bilhões de euros.

"As coisas mudaram agora", disse o presidente do BCE, Mario Draghi, em entrevista coletiva em Frankfurt. "Tivemos uma série de notícias com a aprovação do pacote de empréstimo-ponte, com as votações, várias votações em diversos parlamentos, que agora restauraram as condições para uma elevação do ELA".

O vice-ministro das Finanças da Grécia, Dimitris Mardas, disse que o apoio do BCE permitirá que os bancos reabram, três semanas depois de terem sido fechados quando Atenas impôs controles de capital para evitar que uma enxurrada de saques levasse o sistema bancário ao colapso.

Os saques de dinheiro, atualmente limitados a 60 euros, provavelmente continuarão restritos.

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