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Eventual pedido de cassação de Dilma deve ser avaliado antes de 180 dias

Raimundo Lira avaliou que Comissão Especial não deve usar todo o tempo para análise

Brasil|Do R7

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Lira avaliou que o processo de investigação da presidente se o afastamento for definido hoje, deve ser feito com cuidado
Lira avaliou que o processo de investigação da presidente se o afastamento for definido hoje, deve ser feito com cuidado

O senador Raimundo Lira (PMDB-PB) avaliou nesta quarta-feira (11) que a Comissão Especial de Impeachment, presidida por ele, deverá levar à votação um eventual pedido de cassação da presidente Dilma Rousseff (PT), caso ela seja afastada hoje, antes dos 180 dias previstos em lei.

— Tomaremos os cuidados para não alongarmos e não encurtamos o processo e nem permitir que a maioria esmague a minoria. Mas não vamos utilizar o prazo de 180 dias.


O senador lembrou que o processo até a cassação do ex-presidente e agora senador Fernando Collor (PTC-AL) demorou 90 dias.

Lira avaliou também que o processo de investigação da presidente se o afastamento for definido hoje, deve ser feito com cuidado para evitar qualquer tipo judicialização do processo.


— Não queremos oferecer nenhuma chance de judicialização. Queremos manter a postura de imparcialidade.

Ainda de acordo com o presidente da Comissão Especial do Impeachment, o vice-presidente Michel Temer (PMDB), se vier a assumir a Presidência, terá "crédito" da população e da opinião pública para iniciar o governo.

— Como aconteceu com o presidente Itamar Franco (sucessor de Collor), o clima seguirá de paz e tranquilidade. Normalmente a população e a opinião pública dão crédito de 100 dias aos novos governantes e Temer terá esse crédito.

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