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Ex-presidente da Andrade Gutierrez é condenado a 18 anos de prisão

Otávio Marques de Azevedo cumprirá pena em casa por ter acertado a delação premiada

Brasil|, com R7

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Otávio Marques de Azevedo foi condenado por corrupção, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa
Otávio Marques de Azevedo foi condenado por corrupção, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa

O ex-presidente da Andrade Gutierrez Otávio Marques de Azevedo foi condenado pela Justiça Federal do Rio de Janeiro a 18 anos de prisão pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa devido ao envolvimento no esquema investigado pela operação Lava Jato.

Mas ele foi beneficiado com o regime domiciliar por ter firmado acordo de colaboração premiada. Ele ficará em prisão domiciliar por um ano, depois vai progredir para o semiaberto, em que ficará por dez meses, e, por fim, vai para o regime aberto pelo prazo de dois anos. Ele pagará uma multa de um salário mínimo.

O executivo foi denunciado pelo MPF (Ministério Público Federal) por crimes relacionados a contratos da usina de Angra 3 investigados pela operação Radioatividade, desmembramento da Lava Jato, ao lado do ex-presidente da Eletronuclear Othon Luiz Pinheiro da Silva, que também já foi condenado pela Justiça Federal, assim como outros executivos.

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Ao responder a embargos de declaração apresentados pela defesa de condenados, o juiz federal do Rio Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal, ampliou uma condenação inicial de 7 anos e 4 meses contra o executivo para 18 anos.

O cumprimento da pena será no regime fechado domiciliar com monitoramento eletrônico por um ano, progredindo na sequência para o regime semiaberto, uma vez que Azevedo "cumpriu todas condicionantes" do acordo de delação premiada, sendo por isso merecedor dos benefícios acertados na colaboração, disse o magistrado na sentença.

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Outra condenação

Também foi condenado o ex-presidente da Andrade Gutierrez Energia Flávio David Barra, que recebeu pena de 15 anos de prisão, também em regime domiciliar devido ao acordo de delação premiada firmado com as autoridades.

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Assim como Marques de Azevedo, Barra ficará um ano no regime domiciliar fechado. Depois vai para o semiaberto, em que ficará por dez meses, e, em seguida, para o aberto por dois anos.

As investigações da Lava Jato envolvendo a Eletronuclear, uma subsidiária da Eletrobras, começaram no Paraná como parte dos inquéritos sobre o esquema de corrupção na Petrobras investigado pela operação Lava Jato, mas foram transferidas para o Rio de Janeiro por decisão do STF (Supremo Tribunal Federal).

Segundo as investigações do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, foi formado um cartel nas licitações de serviços de montagem da usina com envolvimento das empreiteiras Andrade Gutierrez e Engevix, que pago propinas.

Procurada, a assessoria de Otávio Marques de Azevedo não tinha um posicionamento de imediato sobre a condenação, enquanto a empreiteira Andrade Gutierrez disse que não irá se posicionar sobre a questão, uma vez que ele é um ex-executivo da companhia.

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