Ex-presidente FHC aprova ideia, mas vê “provocação” em projeto do PMDB para reduzir número de ministérios
Em jantar com empresários, ele defendeu independência do Congresso Nacional
Brasil|Fernando Mellis, do R7

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou nesta segunda-feira (30) que concorda com a proposta do PMDB de reduzir o número de ministérios. Atualmente, existem 39 pastas. Em um jantar com empresários, FHC também avaliou como positiva a posição do Congresso de se separar da pauta do Executivo.
— O PMDB propôs a diminuição do número de ministérios. É claro que é uma provocação [à presidente]. A agenda do núcleo de ministros é uma atividade privativa ao presidente da República, que define no seu primeiro ato de governo como é que vai compor o governo.
FHC lembrou de ações tomadas durante seu mandato.
— Eu fui diminuindo os [ministérios] que eu tinha. Um executivo de empresa sabe disso. Você não pode estar lidando com um número tão grande de pessoas. Não tem nem controle disso. Eu duvido que a presidente Dilma diga aqui o nome dos seus ministros. É claro que o Congresso percebeu essa situação.
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Além disso, o ex-presidente disse que é de extrema importância que o Congresso tenha uma pauta própria, para não ficar submetido às demandas do Palácio do Planalto. Ele disse que ainda é evidente a troca de favores entre os dois poderes, mas que “há muito tempo que o Congresso não tomava posição frente ao Executivo”.
Hoje, o PMDB, que encabeça a proposta de redução de ministérios, possui seis pastas — Agricultura, Aviação Civil, Minas e Energia, Pesca, Portos e Turismo. O presidente do partido, o vice-presidente Michel Temer, já disse que está disposto a abrir mão desses cargos, caso o Executivo opte por enxugá-los.
A discussão tem sido defendida pelo PMDB desde as eleições do ano passado. O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) tem uma proposta de emenda à Constituição para limitar a 20 o número de ministérios.
O governo argumenta que nada mudaria nas contas públicas. Isso porque as despesas de um ministério extinto seriam assumidas por outro.















