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Ex-procurador chega para depor em caso que envolve delação da JBS

Procuradoria quer saber se Miller orientou Joesley a gravar Temer

Brasil|Do R7, com Agência Brasil

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Ao chegar à PGR, Miller (centro) não falou com os jornalistas
Ao chegar à PGR, Miller (centro) não falou com os jornalistas

O ex-procurador-geral da República Marcelo Miller chegou no início da tarde desta sexta-feira (8) à Procuradoria Regional da República para prestar depoimento no caso que envolve a delação premiada do grupo J&F.

Miller será ouvido por procuradores para saber se ele orientou Joesley Batista e outros executivos da J&F a fechar acordos de delação na Operação Lava Jato, quando ainda trabalhava no MPF (Ministério Público Federal).


Ao chegar à sede do MPF no Rio de Janeiro, Miller não falou com os jornalistas.

Ontem (7), Joesley negou que que tenha recebido orientação de Miller para gravar o presidente Michel Temer. O executivo e o ex-procurador, no entanto, almoçaram juntos 15 dias antes de Joesley gravar uma conversa que teve com o peemedebistano Palácio do Jaburu.


Após a assinatura das delações, o ex-procurador foi contratado para a defesa do grupo J&F no escritório de advocacia Trench, Rossi e Watanabe. De acordo com nota da PGR, em uma das gravações, Joesley e Ricardo Saud, diretor do grupo J&F, conversam sobre suposta atuação de Miller no processo de colaboração premiada.

O comunicado do MPF informa que alguns fatos precisam ser esclarecidos. “Consta do vasto material entregue à PGR diversos áudios, um dos quais possui cerca de quatro horas de duração, aparentemente gravado em 17 de março deste ano, e traz uma conversa entre os colaboradores Joesley Batista [dono da JBS] e Ricardo Saud [diretor do grupo]. Apesar de partes do diálogo trazerem meras elucubrações, sem qualquer respaldo fático, inclusive envolvendo o Supremo Tribunal Federal e a própria Procuradoria-Geral da República, há elementos que necessitam ser esclarecidos”, declarou a PGR.

A controladora da JBF afirmou que “conforme declarou a própria PGR, em nota oficial, o diálogo em questão é composto de ‘meras elucubrações, sem qualquer respaldo fático’. Ou seja, apenas cogitações de hipóteses - não houve uma palavra sequer a comprometer autoridades”.

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