Exonerada, Luislinda irá a Suíça representar governo em evento
Ex-ministra vai representar a pasta na 37ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas)
Brasil|com R7

A jurista Luislinda Dias de Valois Santos foi exonerada do Ministério dos Direitos Humanos nesta terça-feira (20), mas, mesmo assim, irá representar a pasta na 37ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas), em Genebra, na Suíça.
O decreto que designa a ex-ministra para a viagem, com ônus pagos pelo governo, é assinado pelo presidente Michel Temer e Gustavo do Vale Rocha, que agora comanda os Direitos Humanos, depois da saída de Luislinda.
O período da viagem da ex-ministra será de 24 de fevereiro a 2 de março, conforme o ato divulgado no DOU (Diário Oficial da União) desta quarta-feira (21).
A exoneração de Luislinda foi publicada nesta terça-feira e o anúncio de sua demissão ocorreu na segunda-feira (19). Gustavo do Vale Rocha é subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil e acumulará a função com o cargo de ministro interino dos Direitos Humanos.
Alvo de polêmicas e criticada no Planalto por ter uma atuação "apagada", Luislinda Valois pediu desfiliação do PSDB em dezembro passado para poder continuar no cargo mesmo depois do desembarque dos tucanos do governo. Apesar disso, Luislinda já estava praticamente descartada na equipe. Temer buscava apenas um substituto.
A permanência de Luislinda no cargo foi questionada após o jornal O Estado de S.Paulo revelar que a ministra pediu para acumular seu salário de desembargadora aposentada com a remuneração da pasta alegando que o não recebimento dos dois valores configuraria "trabalho análogo à escravidão." Com o cargo no ministério, ela recebia R$ 33,7 mil.
No final do ano passado, o R7 noticiou que Luislinda cobrou R$ 10.758,68 do governo federal por uma viagem de cinco dias a Israel em junho de 2016. O valor foi pago pela Conib (Confederação Israelita do Brasil).
A ministra também pediu ao governo o pagamento de diárias por fim de semana em que não trabalhou no mês de julho na cidade de Salvador, na Bahia, onde tem residência. Após a nova denúncia do R7, a ministra devolveu aos cofres públicos pouco mais de R$ 13.400 do montante recebido indevidamente.














