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Faxineiros fazem greve no Ministério da Fazenda

Funcionários reclamam de não pagamento de benefícios

Brasil|Da Agência Brasil

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Às vésperas do Natal, empregados da empresa Condor Consultoria e Administração, que prestam serviço de limpeza ao Ministério da Fazenda, decidem cruzar os braços e protestar com cartazes e faixas pelo não pagamento do tíquete alimentação, do vale transporte e do décimo terceiro salário.

Banheiros e demais dependências do prédio deixaram de ser limpos, enquanto os manifestantes aguardam uma solução em frente ao edifício sede do ministério. Participam do protesto cerca de 250 funcionários. Hoje é o último dia para o pagamento do décimo terceiro salário.


Os empregados reclamam também que o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e o INSS não têm sido depositados pela empresa como manda a lei. Eles dizem que muitos têm férias vencidas há mais de dois anos. Para evitar sanções da fiscalização do Ministério do Trabalho, segundo os empregados, a firma manda assinar os avisos de férias sem colocar a data.

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Os responsáveis pela firma não foram localizados. Pelo número de telefone fornecido pelos empregados uma mensagem diz que o número não existe. Ontem, um grupo de empregados foi até a sede da empresa, na cidade satélite do Núcleo Bandeirante, que fica a aproximadamente 20 km da Esplanada dos Ministérios, e encontrou o escritório fechado.

O fiscal do contrato, funcionário do Ministério da Fazenda, Magno David, informou que todas as providências estão sendo tomadas. O superintendente de Administração do ministério no Distrito Federal, Walter Disney, disse que serão adotadas as medidas legais contra a empresa.


Outro funcionário do ministério, que não quis se identificar, forneceu cinco números de telefones celulares dos representantes da Condor, mas, em todas as tentativas, a ligação é enviada para uma caixa postal ou a mensagem é “telefone desligado ou fora da área de serviço”.

Enquanto a situação não é resolvida, os empregados continuam com as atividades paralisadas.

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