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Febraban não vê impacto do rebaixamento da S&P na demanda por crédito

Murilo Portugal preferiu não se manifestar sobre possibilidade de novos rebaixamentos

Brasil|Do R7

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Murilo Portugal, da Febraban
Murilo Portugal, da Febraban

O presidente da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), Murilo Portugal, não vê impacto do rebaixamento do Brasil pela agência de classificação de risco Standard & Poor's, na semana passada, na demanda da população por crédito. Atualmente, o apetite por tomar recursos, conforme ele, está fraco como reflexo do desempenho da atividade econômica.

Sobre a implementação das medidas de ajuste fiscal anunciadas na segunda-feira (14) pelo governo e o quão efetiva podem ser para evitar que mais uma agência tire o selo de bom pagador do Brasil, Portugal preferiu não se manifestar.


— Eu não vou especular sobre as decisões das outras agências — disse o presidente da Febraban, após participar da 7ª Conseguro, promovida pela Confederação Nacional de Seguros (CNseg) entre esta terça-feira (15) e quinta-feira.

Hoje, a Federação disse, em nota, que entende que as medidas anunciadas pelo governo refletem o seu compromisso em promover o equilíbrio fiscal, condição indispensável para abrir caminho à retomada do "desejado" crescimento da economia do País e que compreende a necessidade de complementar o corte das despesas com medidas temporárias de aumento de tributos.


E acrescentou que o corte de despesas em R$ 26 bilhões emite uma sinalização importante para o restabelecimento da confiança dos agentes econômicos e a retomada futura dos investimentos, mas que o caráter temporário da CPMF deveria ser combinado com alíquotas declinantes ano a ano para reduzir os efeitos distorcivos da taxação sobre a intermediação financeira.

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