Feliciano diz que saída de deputados não atrapalha e retirada de projetos é "intolerância"
Sete parlamentares já disseram que vão deixar a comissão de direitos humanos
Brasil|Marina Marquez, do R7, em Brasília
O deputado e presidente da CHDM (Comissão dos Direitos Humanos e Minorias) da Câmara dos Deputados, Marco Feliciano (PSC-SP), disse nesta quarta-feira (17) que a debandada de parlamantares da comissão não vai atrapalhar os trabalhos, mas que a retirada de projetos "é intolerância".
No início da tarde desta quarta, sete parlamentares do PT e do PSOL anunciaram que vão pedir às lideranças dos partidos que retirem a indicação dos seus nomes e não indiquem mais ninguém par a CDHM. Além disso, querem retirar os projetos de autoria dos partidos que estão na comissão.
— Eu não estou sabendo disso [saída dos deputados]. [Não atrapalha a comissão] de maneira nenhuma. O quórum está feito aqui e temos condição de trabalhar.
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Questionado se não tem medo de perder ainda mais deputados e não ter projetos para votar, ele replicou.
— Imagino que a Casa, uma vez tendo mandado para cá [os projetos], tem que ser votado nessa comissão. Eu queria perguntar para vocês, isso é democracia? Isso é intolerância.
Quórum
A CDH tem 18 integrantes. O quórum mínimo para votação e deliberação é de dez deputados. Além da retirada de sete deputados (cinco titulares e dois suplentes), outras duas indicações estão vagas.
Devem sair da comissão Érika Kokay (PT-DF), Domingos Dutra (PT-MA), Padre Ton (PT-RO), Jean Wyllys (PSOL-RJ), Nilmário Miranda (PT-MG) e os suplentes Chico Alencar (PSOL-RJ) e Janete Pietá (PT-SP).
Se os partidos retirem as indicações e não colocarem mais ninguém, existe a opção do presidente da Câmara, deputado Henrique Alves (PMDB-RN), indicar novos nomes para ocupar os lugares vagos.















