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Feliciano pede desculpas por possíveis declarações ofensivas na Comissão de Direitos Humanos

Manifestantes não veem sinceridade em pedido e sessão é marcada por protestos e agressões

Brasil|Carolina Martins, do R7, em Brasília

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Pastor Feliciano pede desculpas, mas minorias suspeitam que fala serviu só para conter protestos
Pastor Feliciano pede desculpas, mas minorias suspeitam que fala serviu só para conter protestos

O presidente da CDHM (Comissão de Direitos Humanos e Minorias), deputado Marco Feliciano (PSC-SP), leu, nesta quarta-feira (13), um pedido de desculpas pelas declarações que possam ter ofendido alguma parcela da população.

Ele aproveitou a reunião da CDHM para se desculpar, mas foi logo interrompido pelos integrantes de movimentos sociais que lotaram o plenário onde acontece a sessão. Os manifestantes não acreditam na sinceridade do pedido e reivindicam a renúncia do deputado.


O estudante Túlio de Araújo, de 18 anos, estava na sessão quando Feliciano iniciou o pedido de desculpas. Para ele, o discurso foi uma tentativa de acalmar os ânimos dos manifestantes.

— Foi uma forma de tentar conter os protestos, claro que não foi sincero. Ele pede desculpas aqui dentro do plenário, mas no Twitter e no Facebook ele não deixa de dar declarações racistas e homofóbicas.


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Feliciano é acusado de ter dado declarações preconceituosas nas redes sociais e, por isso, é alvo de protestos. Manifestantes não aceitam que ele seja o presidente da Comissão Direitos Humanos, alegando que a postura do parlamentar não é coerente com a de um defensor das minorias.


Além dos integrantes de movimentos sociais contra Marco Feliciano, manifestantes a favor do deputado também estavam no plenário nesta quarta. Antonio Marcos Sousa da Silva é pastor da igreja Assembleia de Deus e disse que se sente representado pelo deputado. No entanto, diz que, se Feliciano realmente fez declarações preconceituosos, isso não reflete o pensamento dos evangélicos.

— Eu apoio o deputado. Seria violar os direitos humanos não aceitá-lo somente por ele ser cristão. Onde existe o elemento humano haverá imperfeição, mas eu me sinto representado por ele.

Confusão e agressões

A sessão foi marcada por protestos, troca de ofensas entre parlamentares e até agressão física. O deputado Domingos Dutra (PT-MA), que presidia a CDHM antes de Feliciano, discutiu com o atual presidente da comissão. Ele alegava que o Marco Feliciano não dava voz aos deputados que são contrários a ele, desrespeitando o regimento da Câmara.

Dutra faz parte da comissão, mas acredita que será inviável trabalhar se os ânimos continuarem exaltados.

— Esse é um ambiente desgastante, ninguém ganha com essa polarização.

Além da discussão entre parlamentares, houve bate-boca entre manifestantes que lutam por causas contrárias. Durante todo o tempo, homens da Polícia Legislativa estavam presentes no plenário. Em determinado momento, Feliciano pediu calma aos outros parlamentares.

— Vamos manter a calma. Fiquem como eu, estou calmo.

Os manifestantes prometem lotar a comissão durante todas as reuniões da CDHM. Com faixas de protestos e gritando palavras de ordem, mal se consegue ouvir o que os deputados falam. A intenção é justamente obstruir os trabalhos enquanto Feliciano for presidente da comissão.

A todo o momento surgem gritos de “fora, Feliciano”, “a ditadura voltou” e “racista, machista e fundamentalista”. Como o número de manifestantes era muito grande, não foi possível comportar todos dentro do plenário. Por isso, a Câmara transmitiu a sessão em um telão instalado na sala vizinha.

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