Fernando Henrique Cardoso pode ser o próximo imortal da Academia Brasileira de Letras
Ex-presidente quer vaga aberta com morte do jornalista João de Scantimburgo
Brasil|Carolina Martins, do R7, em Brasília

O ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, vai apresentar sua candidatura a uma vaga na ABL (Academia Brasileira de Letras) nesta quarta-feira (27).
De acordo com informações da Fundação Fernando Henrique Cardoso, a carta oficializando a candidatura deve ser entregue pessoalmente pelo ex-ministro de Relações Exteriores, Celso Lafer – que é membro da ABL.
Fernando Henrique quer ocupar a vaga aberta pelo jornalista João de Scantimburgo, que morreu, na última sexta-feira (22), aos 97 anos, vítima de uma crise de diabetes. Ele era membro da ABL desde 1991, ocupando a cadeira número 36, cujo patrono é Teófilo Dias.
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Após a morte de Scantimburgo, a ABL decretou luto de três dias e, nesta quarta, realizada a Sessão da Saudade, em memória ao jornalista. Somente depois da homenagem a Academia vai declarar a cadeira 36 vaga. A partir de então, os candidatos a ocupar o lugar terão um mês para fazer as inscrições.
Eleição
O estatuto da Academia Brasileira de Letras estabelece que para alguém se candidatar é preciso ser brasileiro nato e ter publicado, em qualquer gênero da literatura, obras que sejam reconhecidas ou livros de valor literário.
A ABL é constituída por 40 membros que são considerados imortais, ou seja, ele somente abre vaga para um novo integrante depois de morrer. E, ainda assim, seu nome fica eternizado como ocupante de uma cadeira na Academia.
Para escolher novos integrantes quando uma vaga fica aberta, todos os membros participam de uma votação secreta. As eleições acontecem três meses depois que a cadeira é considerada vaga.
Políticos, como senador José Sarney (PMDB-AP) e o ex-vice-presidente da República, Marco Maciel, além de escritores como João Ubaldo Ribeiro e Paulo Coelho, são atuais membros da Academia Brasileira de Letras.















