Força-tarefa da Lava Jato no PR é prorrogada até janeiro de 2021

Determinação da PGR autoriza atuação de 11 procuradores da República e dois procuradores regionais na equipe agora liderada por Alessandro Oliveira

Prorrogação foi assinada pelo vice-procurador-geral

Prorrogação foi assinada pelo vice-procurador-geral

CJPress/Folhapress

A PGR (Procuradoria-Geral da República) prorrogou até o dia 31 de janeiro de 2021 a designação de todos os 14 membros do MPF (Ministério Público Federal) para atuação na força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba (PR). A equipe solicitava a manutenção dos trabalhos por mais um ano.

Ao todo, os 11 procuradores da República e dois procuradores regionais que auxiliarão Alessandro Oliveira, que assumiu a vaga de Deltan Dallagnol no comando da força-tarefa que concentra as investigações sobre desvios na Petrobras. A decisão da PGR também assegura, como solicitado, que 11 dos 14 integrantes tenham dedicação exclusiva à equipe de Curitiba.

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Além de garantir a continuidade dos trabalhos, a PGR afirma ter apresentado propostas para superar problemas já identificados do modelo atual da operação. Autor do despacho, o vice-procurador-geral da República, Humberto Jacques de Medeiros, destaca que um amplo processo de diálogo que precedeu a decisão.

“A prorrogação de uma força-tarefa de grande porte que aspira ao crescimento quando não há mais concursos de servidores e de Procuradores para atender às necessidades da Instituição, em várias outras Unidades, não é uma questão de boa vontade, apenas. Como bem demonstram os Procuradores Chefes aqui ouvidos, trata-se de um 'sacrifício' de toda a Instituição”, disse Medeiros.

O documento indica ainda que o CSMPF (Conselho Superior do Ministério Público Federal) deve adotar soluções para ampliar e institucionalizar a atuação conjunta no combate à corrupção em todo território nacional.

Na semana passada, a subprocuradora Maria Caetana Cintra dos Santos, do Conselho Superior do MPF (Ministério Público Federal), havia autorizado a prorrogação da força-tarefa por um ano. A decisão não contou com a autorização do procurador-geral da República, Augusto Aras.