Fufuca diz que reforma política não deve ser votada nesta terça-feira
Presidente em exercício da Câmara quer começar análise dos textos amanhã
Brasil|Do R7, com Agência Câmara

O presidente em exercício da Câmara dos Deputados, André Fufuca (PP-MA), disse nesta terça-feira (29) que a Casa não deve analisar as propostas referentes à reforma política nesta noite. Ele afirma que pretende colocar em votação, na quarta-feira (30) pela manhã, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 282/16, uma das partes em discussão.
Relatada em comissão especial pela deputada Shéridan (PSDB-RR), a proposta em questão mantém o atual sistema proporcional nas eleições para deputados e vereadores, mas extingue as coligações partidárias a partir de 2018, e cria uma cláusula de desempenho para as legendas.
“Você tem 513 cabeças pensantes no Congresso então é muito difícil chegar ao consenso em uma matéria. Vamos tentar colocar para votar. É o nosso projeto inicial”, disse Fufuca.
Senado deve votar texto alternativo para financiar campanhas eleitorais
Em relação a outra proposta da reforma política (PEC 77/03), que cria um fundo público para custear campanhas e altera as regras para eleição de deputados e vereadores, Fufuca disse que a ideia é buscar um acordo até o fim da semana.
Sem acordo
O líder do governo na Câmara, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), disse que ainda não há votos suficientes para aprovar qualquer ponto da reforma política. São necessários no mínimo 308.
“Consenso não teremos, mas o ideal é que possamos construir uma posição majoritária para que possamos votar, já que temos matérias que são PECs”, disse Ribeiro, acrescentando que é importante o Congresso dar uma resposta diante do atual momento de crise política.
Para o líder do PDT, deputado Weverton Rocha (MA), a reforma política está longe de ser uma realidade. “Infelizmente, o caminho que estamos seguindo é para não decidir nada”, disse, ao criticar a estratégia de partidos que defendem apenas os próprios interesses.
O deputado Silvio Costa (PTdoB-PE) também avaliou que neste momento os partidos estão pensando em seus próprios interesses. “Não existe nenhuma proposta que seja consenso, portanto só tem um jeito: fazer um acordo para uma reforma política em 2040 ou 2050, porque as pessoas não estarão mais aqui”, afirmou.
O líder do PSDB, Ricardo Tripoli (SP), disse que falta representatividade para uma decisão. Ele sustentou que o sistema eleitoral e o modelo de financiamento das campanhas deveria ser objeto de plebiscito. “Para esta eleição [2018] se faz uma modelagem, mas com questionamento para que o eleitor defina qual o melhor modelo que o representa”, disse.















