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Funcionários exonerados no governo Collor podem ser readmitidos

Se aprovado, projeto vai beneficiar cerca de 30 mil pessoas

Brasil|Da Agência Brasil

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Com aplausos e gritos de vitória, funcionários exonerados durante o governo Collor de Mello comemoraram nesta quarta-feira (14), em Brasília, uma decisão dos senadores que pode permitir retorno ao antigo trabalho. Projeto de lei aprovado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) autoriza a readmissão dos demitidos.

A proposta precisa ser aprovada na Câmara dos Deputados para ser transformada em lei. Se aprovado, o projeto vai contemplar mais de 30 mil trabalhadores, segundo estimativa do Sindsep (Sindicato dos Servidores Públicos Federais).

Em 1993, o governo federal abriu prazo para que os empregados exonerados na década de 1990 assinassem um documento que reconhecia o direito a readmissão em cargos públicos. Mas, de acordo com o Sindsep, a maior parte dos funcionários não soube dos prazos publicados no Diário Oficial.

Washington Luiz Nunes de Almeida, que era motorista no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, contratado por uma fundação vinculada ao ministério, conta que só tomou conhecimento da alternativa, criada para casos como o dele, há pouco mais de quatro anos.

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— Não divulgaram no rádio ou na televisão.

Hoje, ele trabalha como motorista terceirizado na ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). Piauiense, Washington mora em Brasília há mais de 40 anos e ainda se lembra dos quase 20 anos que passou sem emprego.

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— Fui demitido em 1990, logo que o Collor assumiu. Daquela época para cá, fui remando daqui e dali, sobrevivendo de bicos.

O projeto em tramitação não é a primeira expectativa de retorno dos demitidos pelo governo Collor. Um outro projeto aprovado no ano passado pelo Congresso Nacional foi vetado pela presidente Dilma Rousseff.

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Desta vez, tanto os funcionários exonerados quanto os parlamentares demonstram otimismo em relação aos resultados.

O senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), relator do projeto, disse que "a justificativa do veto era que o projeto tinha uma falha processual, porque não era autorizativo."

— A proposta determinava a readmissão dos funcionários. Isso foi corrigido agora.

O texto aprovado pela CCJ vai ser votado no Plenário do Senado e seguir para avaliação da Câmara dos Deputados.

O senador afirmou que “espera-se que, depois de tramitar na Câmara, a presidenta o sancione o projeto para que as pessoas exoneradas por ato discricionário, tenham esta oportunidade". — Todos estão, praticamente, no final de vida, e queremos que, pelo menos nesta fase, possam tenham esse direito reconhecido.

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