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Futuro ministro da Saúde nega irregularidade em empresa de consultoria

MP averigua se houve improbidade administrativa na participação de Arthur Chioro em empresa

Brasil|Filippo Cecílio, do R7

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Chioro desvinculou as atividades da empresa de governos petistas
Chioro desvinculou as atividades da empresa de governos petistas

Provável substituto de Alexandre Padilha no Ministério da Saúde, o secretário municipal de Saúde de São Bernardo do Campo, Arthur Chioro, negou que haja alguma irregularidade em sua participação numa empresa que presta consultoria na área de saúde para órgãos públicos.

Há no Ministério Público um inquérito instaurado em setembro de 2013 que averigua se houve improbidade administrativa no caso. Chioro alega que, no entendimento da prefeitura de São Bernardo, não há conflito de interesses no caso.


— É uma empresa de caráter técnico, sem qualquer vinculação de ordem partidária. E minha participação nunca foi omitida. Quando fui nomeado, em 2008, isso constava na documentação que apresentei.

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O secretário, que falou em entrevista coletiva convocada para esta quinta-feira (23), diz que está afastado das atividades da consultoria desde 2009 e anunciou que agora está formalmente se desligando da firma. Chioro justificou a medida com a legislação federal, o que mostra que ele deve mesmo seguir para a Esplanada dos Ministérios.


— A legislação [federal] exige que haja meu afastamento.

Apesar de nenhuma das partes confirmar, ele já foi convidado pela presidente Dilma Rousseff e deve assumir a pasta da Saúde no começo de fevereiro.


Filiado ao PT desde os 18 anos, o provável ministro também tratou de desvincular as atividades de sua empresa de governos petistas.

— Só tivemos um contrato com o governo federal, na gestão do ministro José Serra, para prestar consultoria em Goiás e Mato Grosso, ambos Estados governados pelo PSDB. Também trabalhamos em Pernambuco, com o governador Eduardo Campos.

Chioro disse que os últimos contratos da empresa se encerraram no final de 2013 e que a firma não exercerá mais atividades. Com sua saída, a sociedade ficará dividida entre sua esposa, que terá 99% da consultoria, e um outro sócio, que terá 1%.

Nas diversas vezes em que foi questionado sobre sua possível ida ao Ministério, Chioro foi evasivo.

— Conversaremos sobre isso numa hora oportuna.

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