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Gim Argello é denunciado por corrupção e lavagem na Lava Jato

Ex-senador, que já foi condenado e cumpre pena no Paraná, é acusado pelo MPF de obstrução em  CPIs que investigaram empreiteiras e Petrobras

Brasil|Paulo Lima, do R7

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MPF apresentou nova denúncia contra Gim Argello
MPF apresentou nova denúncia contra Gim Argello

O ex-senador Gim Argello foi denunciado pela segunda vez pela força-tarefa Lava Jato do Ministério Público Federal no Paraná. A nova denúncia é pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Gim Argello é acusado de obstruir os trabalhos da CPI Comissão Parlamentar de Inquérito instaurada no Senado e da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) no Senado e na Câmara dos Deputados, em 2014, que investigam contratos de empreiteiras com a Petrobras.


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De acordo com a força-tarefa da Lava Jato, houve acerto de pagamento de propina para evitar a convocação de empreiteiros para prestarem depoimento.


Gim Argello já foi denunciado e condenado pelo acerto de pagamento de vantagem indevida envolvendo as empreiteiras UTC Engenharia, OAS, Toyo Setal, Camargo Corrêa e Engevix.

Em primeira instância, o ex-senador foi condenado a 19 anos de reclusão; e no TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) a pena foi reduzida para 11 anos e 8 meses. Atualmente ele cumpre pena no Complexo Médico Penal, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.


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A nova denúncia apresentada pelo MPF refere-se à propina paga pela empresa Galvão Engenharia. Entre junho e dezembro de 2014, Gim Argello solicitou e aceitou promessa de vantagem indevida no valor de R$ 5 milhões da empreiteira, recebendo efetivamente parte deste montante (R$ 1,6 milhão) por intermédio do PSL, do PT do B e do PEN. O valor foi travestido de doação oficial com a posterior emissão de cinco recibos eleitorais e registros junto a Justiça Eleitoral, tudo para dar aparência lícita à propina e reinserir os valores na economia formal.


O empresário Dario Galvão, então presidente da Galvão Engenharia, teria feito os pagamentos para evitar ser convocado pela CPI.

O pagamento da propina ocorreu no mês de julho de 2014, sendo depositado R$ 150 mil para o PSL, R$ 150 mil para o PT do B e R$ 500 mil para o PEN. Em agosto foram pagos o montante de R$ 550 mil para o PEN e R$ 250 mil para o PT do B, completando o valor integral de vantagem indevida. Tais partidos registraram formalmente apoio a Gim Argello na eleição para o Senado Federal em 2014.

Gim Argello na condição de líder do Bloco Parlamentar União e Força no Senado, indicou e substituiu membros do seu bloco partidário nas comissões, incumbência que foi feita de forma ativa pelo parlamentar, além de influenciar para evitar a convocação de Dario Galvão e de outros executivos da Galvão Engenharia para deporem nas comissões de inquérito. Tanto na CPI do Senado quanto na CPI Mista não foram apreciados os requerimentos para que os empresários envolvidos no escândalo da Operação Lava Jato prestassem depoimentos.

O que diz a defesa do ex-senador

O advogado de Gim Argello, Marcelo Bessa, disse ao R7 que ainda não tem conhecimentom da denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal e, portanto, não irá se manifestar.

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