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Governadores precisam de consenso sobre ICMS para poder negociar com Planalto, diz Pezão

Governador do Rio demonstra que reunião com Dilma ainda não deverá ter resultado prático

Brasil|Do R7

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Pezão durante campanha em 2014: governador diz que não há pressão para diálogo com o Palácio do Planalto
Pezão durante campanha em 2014: governador diz que não há pressão para diálogo com o Palácio do Planalto

Ao sair de um café da manhã com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), sinalizou nesta quinta-feira (30) ser improvável que o encontro de logo mais à tarde com a presidente Dilma Rousseff tenha algum resultado prático para os governadores. Ele estava acompanhado do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel.

O governador admitiu que não há consenso entre eles quanto à proposta de unificação do ICMS, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, pois muitos temem perder recursos e ainda não estão seguros quanto à repatriação de dinheiro de brasileiros no exterior. Essa repatriação compensaria as perdas.


— Antes de discutir essas medidas precisamos conversar entre todos os governadores. Esta é a primeira reunião que faremos para tratar do ICMS e da repatriação e estamos ainda tentando entender essas propostas.

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Os governadores foram convidados para reunirem-se com a presidente nesta quinta-feira em Brasília (DF). O encontro é visto como uma forma de o Planalto transparecer união e governabilidade em meio à crise política e econômica.


O governo quer trazer para o Brasil os depósitos no exterior de contribuintes que sonegaram informações à Receita Federal. O assunto é mais um dos que opõem o governo ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Cunha quer que o governo mande projeto sobre o tema para que ele seja discutido na Câmara e não aprovado por meio de uma proposta do senador Randolfe Rodrigues (Psol-AP).

Quanto à unificação da alíquota do ICMS em 4%, a proposta também será discutida no Congresso. Na semana retrasada, o governo editou Medida Provisória que cria fundos compensatórios para os estados que perderem recursos com a unificação. É justamente o dinheiro repatriado que abasteceria esses fundos. O valor é estimado em R$ 25 bilhões.

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