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Governo admite erros em preparação para a Copa do Mundo

País tem que aprender para evitar erros na Olimpíada, avisa secretário do Ministério do Esporte 

Brasil|Do R7

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Luís Fernandes explicou que vários projetos de infraestrutura iniciados nas 12 sedes da Copa vão se tornar legado para população
Luís Fernandes explicou que vários projetos de infraestrutura iniciados nas 12 sedes da Copa vão se tornar legado para população

O governo cometeu alguns erros na preparação para a Copa do Mundo e deveria ter mostrado de maneira mais forte à população os benefícios do torneio, disse nesta quarta-feira (28) o secretário-executivo do Ministério do Esporte, Luís Fernandes, em meio a protestos no País contra o Mundial.

Em teleconferência com a imprensa internacional, Fernandes reconheceu que o governo deveria ter tido uma aproximação maior com o COL (Comitê Organizador Local) desde que o País ganhou o direito de sediar o campeonato, em 2007, e que teria de ter divulgado mais amplamente os fatores positivos que envolvem a competição.


— Nós todos temos que aprender com os erros. Deveríamos ter comunicado de maneira mais forte sobre os benefícios da Copa. E temos que fazer isso para os Jogos Olímpicos [de 2016].

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Fernandes ressaltou que vários projetos de infraestrutura foram iniciados nas 12 cidades-sede por causa da Copa e serão utilizados pela população, mesmo que nem todos fiquem prontos a tempo para o torneio, que começa em 12 de junho. Ele citou ainda investimentos na educação e aumento de empregos.

Os preparativos do Brasil para o Mundial tiveram uma série de problemas. Dos 12 estádios, apenas dois ficaram prontos no prazo determinado pela Fifa e a maioria das obras de mobilidade urbana e aeroportos atrasaram. Alguns delas foram até abandonadas.


O secretário-executivo do Ministério do Esporte argumentou que entre as exigências da Fifa não estavam as obras relacionadas a aeroportos, infraestrutura de telecomunicações e segurança, entre outras, mas que o torneio representou uma oportunidade para o país se desenvolver.

No entanto, a Copa tem sido alvo de protestos devido aos custos — total previsto é de R$ 25,8 bilhões, segundo o Portal da Transparência, do governo federal. Manifestantes de diversos setores alegam ainda que o país precisa de melhores serviços públicos, como saúde, educação e transporte.


— Sindicatos e outros grupos veem na Copa do Mundo uma oportunidade de atrair a atenção internacional...Vamos garantir as condições de segurança para o evento.

Fernandes acrescentou que as manifestações não atrapalharam a Copa das Confederações, em junho passado, quando os protestos começaram.

O governo afirma que garantirá o direito às manifestações durante o Mundial, mas elas não podem "interferir nos jogos", e assegura que vai coibir a violência.

No torneio de 2013 houve confrontos entre manifestantes e a polícia perto dos estádios, porém ele foi considerado um sucesso por Fernandes, que diz confiar em uma Copa do Mundo "fantástica".

— Estamos empolgados, orgulhosos e confiantes que Copa do Mundo será um sucesso.

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