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Governo Bolsonaro é reprovado por 48,2% e aprovado por 27,7%

Levantamento CNT/MDA aponta Lula com 41,3% das intenções de voto para a presidência em 2022, contra 26,6% de Bolsonaro

Brasil|Do R7

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Desemprenho de Bolsonaro é reprovado por 62,5%
Desemprenho de Bolsonaro é reprovado por 62,5%

O governo do presidente Jair Bolsonaro é considerado "ruim ou péssimo" por 48,2% dos brasileiros, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira (5) pela CNT (Confederação Nacional do Transporte).

O resultado corresponde a um crescimento de 12,7 pontos percentuais na reprovação da gestão do presidente em relação ao levantamento anterior, divulgado em fevereiro, quando 35,5% desaprovavam o governo.

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O estudo aponta ainda para uma queda, de 32,9% para 27,7%, no percentual da população que julga o governo como "bom ou ótimo". Há ainda 22,2% que valiam a gestão como "regular". Outros 1,4% não souberam ou não quiseram responder.

A pesquisa CNT foi realizada em parceria com o Instituto MDA entre os dias 1 e 3 de julho de 2021, com 2.002 entrevistas presenciais, em 137 municípios de 25 Unidades da Federação. A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

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Desempenho pessoal

A pesquisa também questionou os entrevistados sobre o desempenho pessoal do presidente Jair Bolsonaro. Entre as respostas, 62,5% disseram reprovar o presidente e outros 33,8% afirmaram aprovar. 3,7% não souberam ou não quiseram responder ao questionamento.

A queda da popularidade de Bolsonaro ocorre em meio a suspeitas de irregularidades em contratos de compra de vacinas pelo Ministério da Saúde, investigadas pela CPI da Covid, e pelo superpedido de impeachment protocolado na semana passada por partidos de oposição.

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Bolsonaro também já foi alvo central de três protestos nacionais realizadas nos últimos dois meses. Nos atos, os manifestantes pedem o impeachment do presidente, um auxílio emergencial maior e a aceleração do programa de vacinação contra a covid-19.

Eleições 2022

Lula é o preferido para as Eleições de 2022, diz CNT/MDA
Lula é o preferido para as Eleições de 2022, diz CNT/MDA

O levantamento ainda coletou a preferência dos eleitores para as eleições presidenciais de 2022. Na pesquisa estimulada (quando os entrevistados são apresentados aos eventuais candidatos), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi citado por 41,3% dos ouvidos, contra 26,6% das citações por Bolsonaro (sem partido).

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Ciro Gomes (PDT) e Sérgio Moro (sem partido) aparecem empatados com 5,9% das intenções de voto e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), tem 2,1% das menções. Ambos os três estão empatados dentro da margem de erro do estudo. Há ainda 8,6% dos eleitores que declararam o voto em branco ou nulo e 7,8% que se declararam indecisos.

De acordo com o estudo, 40,3% entrevistados preferem que Lula ganhe as eleições e volte a ser presidente, enquanto 25,1% desejam que Bolsonaro continue no cargo até 2026. Outros 30,1% defendem que algum candidato que não seja ligado a Jair Bolsonaro, nem a Lula ganhe as eleições para presidente.

Já na coleta espontânea (sem as indicações dos candidatos), Lula soma 27,8% da preferência popular, enquanto Bolsonaro teve 21,6% das citações. O número de indecisos no modelo ficou em 38,9%. Ciro (1,7%), Moro (0,7%) e Doria (0,7%) foram lembrados em menores proporções.

2º turno

A pesquisa encomendada pela CNT traz ainda possíveis cenários para o segundo turno do pleito. Se Lula e Bolsonaro concorressem ao cargo hoje, 52,6% dizem que votariam em Lula e 33,3% defendem o voto no atual presidente. Para este cenário, 11,5% votariam branco ou nulo.

Na disputa entre Ciro Gomes e Bolsonaro, o pedetista receberia 43,2% da preferência, contra 33,7 de Bolsonaro. Haveria ainda 18,8% dos votos brancos ou anulados.

No cenário contra o governador de São Paulo, Bolsonaro aparece tecnicamente empatado com Doria, com 36,3% das intenções de voto, contra 33,5% do tucano, e 27,5 dos votos brancos ou nulos.

Voto impresso

Voto impresso é apoiado por 58% dos eleitores
Voto impresso é apoiado por 58% dos eleitores

Bandeira levantada pelo presidente Jair Bolsonaro e em debate no Congresso Nacional, o voto impresso é apoiado por 58% dos eleitores brasileiros, segundo o levantamento da CNT. Para os que aprovam a adoção do sistema, as mudanças trariam mais confiança aos resultados. Outros 34,9% disseram ser contra as urnas com impressão do voto, pois o sistema atual já funciona bem.

Entenda a proposta do voto impresso e o que muda nas eleições

Sobre o grau de confiança nas atuais urnas eletrônicas utilizadas nas eleições no Brasil, um terço dos entrevistados (32,9%) afirmaram ter confiança elevada no sistema. A confiança moderada foi citada por 30,8%, a confiança baixa por 15,8% e 18,7% disseram não ter confiança alguma.

Para 55,4% dos entrevistados, os candidatos à Presidência derrotados não aceitarão o resultado final, caso as eleições ocorram por meio de urna eletrônica sem o voto impresso. Já para 30,5%, os candidatos à Presidência derrotados aceitarão o resultado final. Os demais 14,1% não sabem ou não responderam.

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