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Governo busca bancos incluindo Bradesco, BB e Caixa para empréstimo a elétricas

Brasil|Do R7

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Por Leonardo Goy

BRASÍLIA (Reuters) - O governo começou as tratativas com bancos públicos e privados para viabilizar o empréstimo de 8 bilhões de reais ao setor elétrico anunciado semana passada e, entre as instituições já sondadas estão Bradesco, Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, disseram à Reuters fontes do governo e do setor privado.

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A ideia do governo é ter um sindicato de bancos públicos e privados participando da operação.

O financiamento será captado pela Câmara de Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e repassado para aliviar o caixa das distribuidoras de energia elétrica.

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Segundo um executivo do setor elétrico a par do assunto, o Bradesco, em particular, ainda conhece bem o funcionamento da CCEE, uma vez que hoje centraliza suas liquidações financeiras.

Representantes do Bradesco não comentaram o assunto. O Banco do Brasil disse que não comentaria o tema e a Caixa não tinha uma resposta imediata.

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Além das tratativas com os bancos, o governo também está promovendo esforço para ter apoio do mercado ao pacote para o setor elétrico anunciado na semana passada. O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, e o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Holland, reuniram-se nesta quinta-feira com economistas de diversas instituições financeiras para explicar as medidas.

Os recursos emprestados começariam a ser pagos em 2015. A operação será garantida pelos recebíveis da própria conta de luz dos consumidores, reconhecidos nos processos de reajuste tarifário das respectivas distribuidoras.

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Segundo uma fonte do governo, esse vínculo direto com as tarifas dos consumidores daria um caráter mais seguro e atraente para bancos privados, que atualmente buscam formas de ampliar suas carteiras sem exposição a riscos elevados. Outra fonte do governo, que pediu anonimato, ressaltou que o financiamento será remunerado a taxas de mercado, sem subsídios.

Além do empréstimo de 8 bilhões de reais dos bancos, o plano do governo para aliviar o caixa das distribuidoras inclui um aporte de 4 bilhões de reais do Tesouro e um leilão de energia existente (A-0) em abril, para entrega a partir de maio, para cobrir a descontratação de cerca de 3,3 mil megawatts médios que expõe as distribuidoras ao alto preço do mercado de curto prazo.

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