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Governo federal expulsa 300 servidores no 1º semestre de 2018

Número é o maior para o período desde o início da série histórica da CGU. Corrupção é o principal motivo das expulsões

Brasil|Thais Skodowski, do R7

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Governo expulsa 300 federais por irregularidades
Governo expulsa 300 federais por irregularidades

O Governo federal expulsou, no primeiro semestre de 2018, 300 servidores públicos por irregularidades. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (24) pela CGU (Controladoria-geral da União).

Ao todo, foram 243 demissões de servidores efetivos, 45 cassações de aposentadoria e 12 destituições de ocupantes de cargos em comissão. O relatório não inclui os empregados de estatais, como Caixa Econômica Federal, Correios e Petrobras.

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Motivos

O principal motivo das expulsões foi a prática de atos relacionados à corrupção, com 192 servidores punidos – 64% do total. Neste caso, incluem-se o uso do cargo para proveito pessoal, recebimento de propina ou vantagens indevidas, utilização de recursos materiais da repartição em serviços ou atividades particulares, improbidade administrativa, lesão aos cofres públicos e destruição do patrimônio nacional.

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Abandono de cargo, faltas excessivas ou acumulação ilícita de cargos são os fundamentos que vêm em seguida, com um total de 85 dos casos. Os outros motivos são negligência e a participação em gerência ou administração de sociedade privada.

Recorde

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De acordo com a CGU, o número é o mais alto no comparativo com mesmo período (janeiro a junho), desde o início da série histórica (2003).

Em 2018, o total de expulsões é 39,5% maior que o registrado no primeiro semestre do ano passado (215 penalidades expulsivas). Em relação ao ano de 2014, é 11,5% superior, quando foi registrado 269 punições.

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7 mil expulsos

Desde 2003, 7.014 servidores foram expulsos. Desses, 5.838 foram demitidos, 594 tiveram a aposentadoria cassada e 582 afastados de suas funções comissionadas.

As unidades federativas com mais punidos foram Rio de Janeiro (1.264), Distrito Federal (821) e São Paulo (771), em números absolutos, nós últimos 16 anos.

Já na comparação proporcional, que considera o total de punições a cada mil servidores, os estados com maior índice - nos últimos cinco anos - foram Amazonas (10,28), Mato Grosso (8,21) e São Paulo (8,09).

As pastas com mais expulsões são: MDSA (Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário), que absorveu o INSS, o MEC (Ministério da Educação) e o MESP (Ministério da Segurança Pública).

Penalidades

Os servidores ficam inelegíveis por oito anos e dependendo do tipo de infração, podem ficar impedidos de voltar a exercer cargo público.

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