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Governo quer federalizar apuração de homofobia

Segundo a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, "crime de ódio em Goiás é reincidente" 

Brasil|Do R7

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João Antônio Donati era homossexual assumido
João Antônio Donati era homossexual assumido

O governo federal deve pedir à Procuradoria-Geral da República a federalização das investigações sobre o assassinato do garçom João Antônio Donati, homossexual assumido, em Inhumas, região metropolitana de Goiânia.

Segundo a ministra-chefe da Secretaria de Direitos Humanos, Ideli Salvatti, "crime de ódio em Goiás é reincidente e as investigações não andam".


— Sabe quando a estrutura está corrompida? Aí não tem jeito, entra na lógica da autoproteção.

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Ideli lembrou que a secretaria já pediu a federalização das apurações dos crimes de moradores em situação de rua e também do assassinato de um jornalista esportivo, em Goiânia, devendo repetir a prática agora. As investigações sobre a morte do garçom de 18 anos indicam que ele foi vítima de homofobia. O corpo foi encontrado na quarta-feira (10), em um terreno baldio. Donati tinha várias sacolas plásticas e papéis na boca. Nada foi roubado da vítima.

Criminalização

Ideli citou esse assassinato e o incêndio criminoso no palco do Centro de Tradições Gaúchas em Santana do Livramento, que receberia o casamento de lésbicas, como casos emblemáticos que podem destravar o debate sobre a criminalização da homofobia. 

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