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Governo quer zerar rodovias em mau estado até 2014, diz ministro

Em evento do Lide, César Borges elogiou política de concessões de estradas: "Momento ímpar"

Brasil|Rodolfo Borges, do R7

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O ministro dos Transportes, César Borges, disse nesta segunda-feira (28) que o governo pretende reduzir a zero a malha rodoviária federal considerada "ruim" até o próximo ano. Atualmente, os dados do Ministério apontam que 12% das rodovias brasileiras estão nessa condição.

Borges falou para um público de empresários em almoço-debate organizado pelo Lide em São Paulo. Apesar de reconhecer a existência de gargalos, o ministro negou que a malha rodoviária federal esteja "péssima". Segundo ele, a malha federal "está sendo toda coberta pelo programa Crema", e os problema de tráfego serão resolvidos por meio da duplicação.

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Durante sua palestra, o ministro destacou a importância das concessões e das PPPs (Parcerias Publico-Privadas) na área de transporte. Defendendo a necessidade de planejar, para saber escolher prioridades, o ministro destacou os leilões que vêm sendo feitos pelo governo federal em áreas como o petróleo e aeroportos. 

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— Queremos novo patamar de investimentos públicos e privados. Espero que as concessões tenham vindo para ficar. Este é um momento impar para o Brasil, com essas concessões.

Segundo o ministro, talvez haja um acúmulo, um excesso de oportunidades de parceria, devido à defasagem em muitos setores. Mas, ponderou, "esses programas sao importantissimos para que possamos resolver os problemas dos gargalos".

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Ferrovias

Borges dedicou atenção especial ao transporte ferroviário, que, segundo ele, passou anos esquecido no País — inclusive por ele, que, enquanto aluno de engenharia, optou por estudar o transporte rodoviário.

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Para tentar recuperar o tempo perdido, o governo federal pretende construir 11 mil km de ferrovia nos próximos anos, além incrementar os custos da formação de engenheiros ferroviários no Brasil.

— A logística do Brasil ainda é muito dependente do transporte rodoviário. Isso é comum em muitos países, principalmente naqueles com dimensões continentais como a nossa. Estamos procurando botar de pé um sistema que possa expandir a malha ferroviária do País.

Ao comentar a situação das ferrovias brasileiras, o ministro disse que "estamos muito aquém das necessidades do nosso Brasil". Segundo ele, o setor ficou muitos anos esquecido, o que acabou deixando dois terços da malha ferroviária sem uso.

Atualmente, as rodovias brasileiras respondem por 52% da logística nacional, destacou o ministro, enquanto o sistema ferroviário não passa de 30%. Borges disse que a meta é atingir, até 2019, um equilíbrio entre os sistemas rodoviário e ferroviário.

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