Governo vai concentrar defesa de Dilma no Congresso, diz Cardozo
Ministro da Justiça afirmou que só haverá pedido ao Supremo em último caso
Brasil|Do R7

O ministro da Justiça José Eduardo Cardozo afirmou nesta segunda-feira (7) que o governo vai se concentrar em defender a presidente Dilma Rousseff do processo de impeachment no Congresso e deixar para recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal) somente como último recurso. A declaração foi dada após um encontro com juristas que defendem que não há fundamento para afastar Dilma do cargo.
— Neste momento, o governo prioriza a discussão no Congresso, mas nada impede que partidos ingressem com ações.
Até agora, coube a deputados governistas entrarem com mandados de segurança no STF para anular a decisão do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que na quarta-feira (2) admitiu um dos pedidos de impeachment contra a presidente.
A avaliação do Palácio do Planalto é que está na hora de demonstrar força e reorganizar a base aliada e deixar a ação no Supremo como uma última cartada.
Após o encontro com juristas, Cardozo voltou a defender que o pedido de impeachment contra Dilma é "inconstitucional e ilegal".
— Não existe pacificação nem unidade nacional fora da legalidade. Pensar que fora da lei vamos encontrar uma saída para crise é um erro grosseiro.
O ministro também minimizou o fato de o vice-presidente Michel Temer (PMDB), um dos maiores especialistas em Direito Constitucional do País, não ter participado do encontro. Segundo ele, não há "nenhum contratempo" na relação do vice com Dilma.
— Os pareceres têm de ser feitos por terceiros, por juristas que não integram o governo.
Cardozo também evitou criar polêmica em torno da decisão do ministro Eliseu Padilha (Aviação Civil), um dos principais aliados de Temer, de deixar o governo. Segundo o ministro da Justiça, a demissão ainda não foi formalizada. O peemedebista fará um anúncio à imprensa às 17h desta segunda-feira.















