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Grampo mostra acerto de propina em Goiás, diz PF

suspeita é de que o esquema tenha abastecido campanhas políticas do PSDB no Estado

Brasil|Do R7

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PF apura se a campanha do governador do Estado foi beneficiada com recursos desviados da Saneago
PF apura se a campanha do governador do Estado foi beneficiada com recursos desviados da Saneago

A Polícia Federal afirma que interceptações telefônicas da Operação Decantação, deflagrada na quarta-feira (24) revelam o ajuste por uma propina de R$ 6 milhões entre o presidente da Saneago (Empresa Saneamento de Goiás), José Taveira Rocha, e o diretor de Gestão da Saneago, Robson Salazar. A suspeita é de que o esquema tenha abastecido campanhas políticas do PSDB no Estado.

Em diálogo de 18 de dezembro de 2015, Rocha e Salazar citam o "governador". Para os investigadores, trata-se de uma referência ao governador Marconi Perillo (PSDB), que está em seu quarto mandato. A PF apura se a campanha do tucano foi beneficiada com recursos desviados da Saneago.

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"Um bobo não vira governador quatro vezes nunca, né", diz Rocha em trecho do diálogo. Os investigadores afirmam que, na conversa, o presidente e o diretor da Saneago "tratam da elaboração e execução de operações ilícitas e porcentagem de valores, possivelmente de propinas, da ordem de R$ 6 milhões e correspondente a 3% do valor do contrato negociado".

Em nota enviada na quarta-feira, o governo de Goiás afirmou acreditar na idoneidade dos dirigentes da Saneago, empresa de saneamento do Estado, disse apoiar as investigações e informou que "está inteiramente à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos".

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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