Henrique Pizzolato está em presídio na Itália
Condenado no processo do Mensalão deve ser extraditado para o Brasil
Brasil|Da Ansa

O ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado no processo do Mensalão, já está encarcerado no presídio de Módena, informou seu advogado italiano Alessandro Sivelli nesta quinta-feira (12).
Justiça italiana decide extraditar Pizzolato
Após a decisão da Corte de Cassação de Roma de extraditar o ítalo-brasileiro, ele se apresentou aos policiais de Maranello e foi transferido para a prisão de Sant'Anna de Módena. Além de passar essa informação, Sivelli disse que não comentaria a decisão da instância máxima judicial italiana.
"Não tenho como hábito comentar as decisões das Autoridades Judiciárias. Apenas posso expressar o meu espanto por essa decisão, que rebateu a sentença do Tribunal de Apelação de Bolonha sem que fatos novos fossem acrescentados", disse o advogado.
Ele ainda ressaltou que "o tratado de extradição ítalo-brasileiro prevê que uma extradição não deve ser concedida no caso em que a condenação pronunciada pelo Estado solicitante tenha sido emitida com a violação do direito de defesa e quando esteja fundamentado o pedido de que o país solicitante forneça tratamentos desumanos que violem o direito fundamental da pessoa".
Sivelli destacou que sua defesa se baseou no fato dele ter sido processado pelo Supremo Tribunal Federal e não por um Tribunal comum, que normalmente faria o julgamento. O representante ainda falou que o direito de seu cliente de ir a "duas instâncias judiciais" não foi respeitado e voltou a criticar a situação dos presídios brasileiros.
— Relatórios de organismos internacionais e de instituições do Estado brasileiro mostram os tratamentos desumanos e degradantes que estão sujeitos os detentos, mas sobretudo foi mostrado que o Brasil não tem como garantir a segurança pessoal dos presos. Os presídios brasileiros estão nas mãos de organizações criminosas que não hesitam em matar os detentos quando estes não cedem às suas extorsões.
Aos jornalistas europeus, o advogado "convidou" que eles procurassem na internet a situação dos presos no Brasil e afirmou que tem a intenção de "recorrer à Corte Europeia de Direitos Humanos". Além disso, ele disse que vai pedir ao ministro da Justiça, Andrea Orlando, que "não conceda a extradição". Segundo Sivelli, seu pedido vai se basear no fato do "Estado brasileiro não respeitar a reciprocidade" e citará o caso do ítalo-brasileiro Cesare Battisti - que não foi enviado de volta para Roma, mesmo com a decisão do Superior Tribunal Federal.
Condenado a 12 anos e sete meses de prisão no processo do Mensalão, Pizzolato fugiu para a Itália há um ano e cinco meses com um passaporte falso. Apesar da decisão judicial, cabe a Orlando a decisão final para extraditar ou não o brasileiro. Assim que o Ministério for notificado oficialmente, o país terá 20 dias para tomar a decisão.
Segundo os juízes que analisaram o caso, "existem" no Brasil todas as condições para garantir a segurança de Pizzolato em um presídio. A reversão da decisão do Tribunal de Bolonha, que em setembro de 2014 havia negado a extradição, foi uma vitória do governo brasileiro.
O ex-diretor de marketing do Banco do Brasil na época do mensalão, Henrique Pizzolato, foi preso na Itália em fevereiro. Mas o que mais chamou a atenção é o local onde o ex-dirigente do BB morava na Itália: um paraíso localizado na costa oeste do país ...
O ex-diretor de marketing do Banco do Brasil na época do mensalão, Henrique Pizzolato, foi preso na Itália em fevereiro. Mas o que mais chamou a atenção é o local onde o ex-dirigente do BB morava na Itália: um paraíso localizado na costa oeste do país chamado Porto Venere. O local possui uma série de vilarejos e atrai turistas europeus magnatas. Conheça nas próximas fotos o local onde Pizzolato tinha casa alugada
































