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Hong Kong se alinha à China com pacote de reforma política

Brasil|Do R7

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Por Clare Baldwin e James Pomfret

HONG KONG (Reuters) - O governo de Hong Kong publicou nesta quarta-feira um esperado plano de ação eleitoral para selecionar o próximo líder da cidade, um projeto que cede ao desejo da China por eleições controladas, frustrando ativistas e levantando a possibilidade de novos protestos. 

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A proposta do governo vem após grandes protestos pró-democracia no ano passado, que representaram um dos mais ousados desafios ao comando do Partido Comunista chinês desde que a ex-colônia britânica retornou para controle de Pequim, em 1997.

Analistas dizem que o plano de ação conservador, que será votado por parlamentares neste ano, pode novamente motivar as tensões políticas no centro financeiro após uma calmaria nos últimos meses.

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Mais de uma centena de manifestantes pró-democracia denunciaram o plano fora da assembleia legislativa, rejeitando pedidos feitos pelo líder de Hong Kong, Leung Chun-ying, para aceitar o projeto como o melhor modelo possível para o sufrágio universal concedido por Pequim. 

“A partir de agora, não vemos espaço para nenhum compromisso”, disse Leung a repórteres. “Iniciar qualquer processo de reforma política não é fácil. Se esta proposta for vetada, podem se passar diversos anos antes da próxima oportunidade.”

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Dezenas de milhares de manifestantes pró-democracia bloquearam as principais vias de quatro grandes distritos de Hong Kong no ano passado, exigindo que Pequim concedesse uma votação verdadeiramente democrática e que abrisse a possibilidade de livre nomeação para a escolha do próximo chefe executivo da cidade, em 2017.

No entanto, essas reivindicações foram ignoradas, e a polícia desmantelou o último dos acampamentos da chamada “Revolução dos Guarda-Chuvas” em meados de dezembro.

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O plano de ação, que entre outros tópicos propõe que o povo vote em dois ou três candidatos pré-selecionados por um comitê de 1.200 membros aliados a Pequim, foi primeiramente traçado pelo parlamento chinês, o Congresso Nacional do Povo, no fim de agosto. 

O governo de Hong Kong manteve essa proposta, e disse desconsiderar as sugestões que não cumprirem com a mini- Constituição da cidade e com a decisão do parlamento chinês.

Legisladores democráticos, vestindo camisetas pretas com cruzes amarelas em sinal de oposição ao plano de “falso sufrágio universal”, deixaram a assembleia legislativa em protesto nesta quarta-feira. 

Falando a repórteres, a maioria dos 27 legisladores de oposição da cidade disseram que votariam contra o pacote. A Casa tem 70 membros. 

Embora Hong Kong seja parte da China, a cidade é governada como uma região especial administrativa, o que significa que tenha um sistema legal diferenciado e certas liberdades que não são concedidos na China continental. 

(Reportagem adicional de Clare Jim, Donny Kwok e Bobby Yip)

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